A Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) decidiu aumentar a punição à tenista italiana Sara Errani por doping, ampliando de dois para dez meses o período de suspensão. Os oito meses adicionais de punição terão que ser cumpridos a partir de agora.

Vice-campeã de Roland Garros em 2012, Errani foi flagrada em teste antidoping realizado em fevereiro do ano passado, em período fora de competição. Seu exame deu positivo para a substância proibida letrozol, utilizada em medicamentos para o tratamento de câncer. Inicialmente, ela foi suspensa por dois meses pela Federação Internacional de Tênis (ITF).

Em sua defesa, Errani negou ter se dopado e culpou o resultado pelo consumo inadvertido de um medicamento para tratamento de câncer de mama da sua mãe. "Nunca usei, na minha vida e durante a minha carreira, qualquer substância proibida", disse a italiana em um comunicado. "Estou extremamente decepcionada, mas ao mesmo tempo em paz com a minha consciência e consciente de que não fiz nada de errado."

A Agência Antidoping da Itália, contudo, discordou da punição por considerá-la branda. E recorreu junto à CAS, que emitiu sua decisão somente nesta segunda-feira. E, mesmo aceitando as justificativas da tenista, decidiu por aumentar a pena.