Enviado especial
Moscou
– O futebol ainda tem pouco mais de 48 horas para curtir o maior evento que proporciona ao mundo antes de hibernar por quatro anos. A Copa do Mundo da Rússia ainda não acabou, porém, a próxima edição já se aquece no solo da sede de 2018. O Catar é logo ali.
Em 2022, pela primeira vez o Mundial será realizado no Oriente Médio. Será um marco não só pelo ineditismo, como também pelo fim de um ciclo controverso de escolhas de sedes. Para convidar os torcedores de cada canto do planeta, o comitê organizador da Copa do Catar montou apresentações em pontos estratégicos de Moscou.

Na Praça Vermelha, por exemplo, o GUM Shopping – o mais badalado da cidade –, teve o primeiro andar ocupado por um museu do futebol montado para aquecer os motores do deserto. Num enorme stand, maquete de sete dos oito estádios-sedes da próxima Copa.

“Em quatro anos, o Catar irá sediar a Copa do Mundo Fifa 2022. Será um torneio de “ineditismos”. Primeira Copa no Oriente Médio. Primeira vez que os fãs poderão, facilmente, ver dois ou mais jogos no mesmo dia”, destaca o material promocional.

Este último fator atrativo será um contraponto com a Rússia. O maior país do mundo, mesmo restringindo o Mundial em um território “europeu”, obrigou torcedores a pegarem trens de até 24 horas para acompanhar os jogos. No Catar, metade dos estádios ficará na capital, Doha.

O país de 2 milhões de habitantes num território de 11,4 mil km² (a metade da extensão de Alagoas, o menor estado brasileiro) ainda construirá uma cidade só para abrigar o principal palco dos jogos – o Losail Stadium, de 80 mil lugares de capacidade será o lugar da abertura e da final, no município de mesmo nome, com população estimada de 200 mil pessoas. Tal arena, entretanto, não arranhou nem um centímetro no horizonte catariano, e, portanto, é o único sem maquete à mostra.

Por outro lado, o Al-Khalifa Stadium está pronto, tal e qual receberá torcedores de todo o mundo entre novembro e dezembro de 2022 – a mudança de data foi a única forma encontrada de fugir das altíssimas temperaturas do verão no deserto, e mesmo assim as arenas terão poderosos sistemas de ar condicionado e climatização.

Fim de era
Fato é que o Catar será a última sede escolhida na gestão de Sepp Blatter à frente da Fifa. Serão 12 anos de Copa em países que vivem cenários de corrupção e problemas humanitários: África do Sul, Brasil, Rússia e Catar. Em 2030, seguindo a tendência de sede em trios, Argentina, Uruguai e Paraguai querem receber a maior festa da bola.

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