A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) acertou com um novo patrocinador para este ciclo olímpico: o Grupo Cimed. O vínculo entre a entidade e a indústria farmacêutica, no valor de R$ 10 milhões, foi firmado em março e é válido até os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

O acordo de investimento se concretizou um mês depois de a empresa oficializar parceria com o Sada Cruzeiro, que marcou a sua volta ao vôlei nacional. A ligação da Cimed com a modalidade tinha sido interrompida em 2012, quando o vitorioso projeto com o time de Florianópolis chegou ao fim após sete anos. Na época, a equipe catarinense era comandada por Renan Dal Zotto, atual técnico da seleção brasileira masculina.

"A gente viu a possibilidade de voltar como patrocinador oficial do vôlei com a saída de um parceiro da CBV e aproveitou a oportunidade. Como o nosso DNA já era muito forte no vôlei, a gente trouxe isso de volta", afirmou João Adibe, presidente do Grupo Cimed. A empresa assume o espaço deixado pela Nivea. O dirigente comemora: "Voltar como patrocinador oficial das seleções é a cereja do bolo". O acerto engloba todas as categorias de quadra e também de praia.

As ações promocionais envolvem, por exemplo, a exibição da marca em painéis publicitários nas quadras e em áreas de entrevista. O projeto segue os moldes do acordo firmado com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 2016. Com uma diferença: o valor pago à CBF chega a R$ 60 milhões. "Nosso projeto envolve Copa do Mundo e Copa América no Brasil (em 2019). A dimensão é maior por ser futebol e por a gente acreditar nessa nova gestão", justificou Adibe.

Desde 2013, o Grupo Cimed também investe na Stock Car. E os três patrocínios permitem o uso do direito de imagem em grupo em propagandas. "Vôlei, futebol e automobilismo são as três maiores paixões dos brasileiros. Ter esses três pilares (esportivos) fortalece muito a nossa presença de marca".