Em circunstâncias normais e considerando os mais recentes resultados, como no Campeonato Mineiro, seria uma barbada, mesmo na casa do adversário. Mas o clássico estadual pela oitava rodada da fase classificatória da Superliga Nacional Masculina de Vôlei, hoje, às 20h, no Poliesportivo Tancredo Neves, em Montes Claros, ganhou outra cara.

Sim, o visitante é o Sada Cruzeiro, líder invicto e com apenas um set perdido, vencedor de tudo o que disputou na temporada. O Pequi Atômico, no entanto, vem se especializando em surpreender favoritos e acabar com séries invictas. Foi assim que bateu o poderoso Taubaté, de Lucarelli e Wallace, no interior paulista (3 a 1) e, de volta a seus domínios, não tomou conhecimento do Brasil Kirin Campinas (também por 3 a 1), o que levou a equipe do técnico Marcelinho Ramos à quarta posição. Hoje, apesar de reconhecer que do outro lado da quadra está o grupo mais forte da competição, ele espera do time a mesma postura.

"Nós temos conseguido manter uma regularidade e a equipe tem evoluído bastante, especialmente nas últimas três ou quatro partidas. E o desafio é manter o momento positivo diante de um adversário que é o favorito ao título. O fato de o Cruzeiro estar invicto, como estavam Taubaté e Campinas não muda em nada nossa postura, vamos entrar para fazer nosso melhor e buscar mais uma vitória", destaca o comandante.

Atenção

Respeito, acima de tudo, é o que promete o time estrelado, consciente do bom momento do adversário. O ponteiro Filipe lembra que a obrigação da vitória é do Cruzeiro e que, justamente por atuar sem pressão, o Montes Claros tem levado a melhor sobre rivais teoricamente mais fortes. "O time deles estáá jogando solto, muito à vontade. E contra a gente eles estarão na mesma situação, pois a responsabilidade fica toda do nosso lado e devem entrar arriscando tudo no saque. Temos que tomar cuidado e impor nosso ritmo", prevê. A partida marca ainda um reencontro sempre especial, entre o hoje técnico celeste Marcelo Méndez e o clube que o trouxe para o vôlei brasileiro, em 2009 – foi justamente o título mineiro com o Pequi Atômico naquele ano que o levou a treinar o Cruzeiro.