O goleiro Diego Alves está perto de dizer adeus ao Valencia-ESP. Com concorrência interna, ele deseja sair da equipe espanhola para ter mais oportunidades em novo clube, visando a Copa de 2018. Nesta possível transferência para o Flamengo, um interesse do Atlético está em jogo.

Como um dos clubes formadores do goleiro, o Galo tem direito a uma parcela de qualquer transferência onerosa (envolvendo pagamento para a rescisão contratual) que Diego estiver envolvido. Mais precisamente, a parte que cabe ao Galo é de 1,74% do montante, segundo levantamento da plataforma "Rede do Futebol", software especialista no assunto.

Tal benefício é conhecido como "mecanismo de solidariedade" da Fifa. Esta regra determina que 5% dos valores envolvidos na venda ou empréstimo (desde que não seja gratuito) de um jogador são destinados aos clubes formadores, desde que a transferência seja internacional. Se Diego vier de graça ao Flamengo ou num empréstimo gratuito (só envolvendo pagamento dos salários), então o direito do Atlético não poderá ser acionado.

Por "clubes formadores", entende-se as agremiações que abrigaram o jogador referido entre os 12 e 23 anos. No caso do Atlético, Diego Alves passou pelo clube mineiro entre 2004 e 2007, entre o 19º e o 22º aniversários do arqueiro.

As outras equipes que dividem o bolo de 5%, são o Botafogo de Ribeirão Preto (que terá a maior parte da fatia) e o Almería-ESP, para onde Diego foi vendido pelo Galo em 2007. Na ocasião, o alvinegro ficou com 10% dos direitos econômicos do goleiro, mas o cedeu ao Almería quando trouxe o lateral-esquerdo Guilherme Santos em 2011, sendo que o reforço foi um fiasco com a camisa atleticana. 

REGRA JÁ BENEFICIOU O GALO EM 2017

O Atlético, na atual janela de transferências internacionais para o Brasil, já foi favorecido pelo mecanismo de solidariedade. O volante Bruno Henrique foi comprado pelo Palmerias junto ao Palermo por 3,5 milhões de euros (R$ 12,7 milhões), e o Galo tem 0,14% desta negociação, por ter abrigado o ex-jogador do Corinthians antes dos 23 anos (por alguns meses em 2010). O "lucro" alvinegro foi de R$ 17,8 mil.