Organizado pela Liga Nacional de Basquete (leia-se, clubes), o Novo Basquete Brasil (NBB) começou neste mês com bom nível técnico e expectativa de emoção até o fim da temporada 2016/2017. Hoje, aliás, o Minas faz sua primeira partida como visitante – encara, às 20h30, o Basquete Cearense, no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza.

Fora da quadra, no entanto, a situação é preocupante. Ontem o Comitê Executivo da Federação Internacional de Basquete (Fiba) suspendeu a Confederação Brasileira (CBB), por considerar que a entidade não vem exercendo o papel de legítima representante do país na modalidade.

De acordo com o comunicado, embora tenha havido um esforço no período anterior aos Jogos Olímpicos do Rio, com a criação de uma força-tarefa para reorganizar o esporte, os objetivos não foram cumpridos.

Para a Fiba, a CBB descumpriu suas obrigações ao deixar de enviar seleções para competições internacionais de categorias de base; permitiu interferências externas no trabalho das seleções principais e deixou de organizar uma etapa da Copa do Mundo de basquete 3 x 3.

Outro aspecto citado foi a demora no pagamento da taxa de US$ 1 milhão estipulada para que o Brasil disputasse a Olimpíada (na modalidade os países-sede não têm vaga garantida e tanto homens quanto mulheres fracassaram nos torneios qualificatórios). O imbróglio prosseguiu por vários meses e os prazos concedidos pela Fiba para a quitação foram seguidamente desrespeitados.

Segundo a nota da entidade, apenas no fim de janeiro de 2017 a situação da CBB será revista. Ainda não se sabe se a decisão vai interferir na participação de equipes brasileiras em competições internacionais – o Mogi se classificou para a decisão da Liga Sul-Americana contra o Bahia Basket, da Argentina, a partir do dia 23. Também em nota, o comando da Confederação se disse surpreso com a decisão. Uma reunião está marcada para discutir o caso amanhã.

DESAFIO
Com uma vitória (Caxias) e uma derrota (Vasco), o MTC enfrenta hoje um rival que promete dar trabalho nas bolas de três pontos. “Temos que defender bem para reduzir o aproveitamento deles”, destaca o ala Pedro Macedo. (RG)