O dia seguinte ao histórico pentacampeonato da Superliga não será de descanso, mas sim de muito trabalho para o técnico Marcelo Mendez. Depois de conduzir o Sada/Cruzeiro a mais um título, o argentino começa a analisar nesta segunda-feira (8) a montagem do elenco para próxima temporada.

A principal dor de cabeça para o treinador é a saída de William. Capitão e levantador da equipe celeste, o camisa 7 ainda não quis confirmar oficialmente a ida para o Sesi-SP, mas já falou em tom de despedida após a vitória por 3 a 1 na final contra o Funvic/Taubaté, na manhã de ontem.

Com certeza muda
alguma coisa, mas o que não pode mudar é nossa filosofia de trabalho. Jogamos de uma forma que, independentemente dos jogadores que ficarem, temos que manter"

Marcelo Mendez,
técnico do Sada/Cruzeiro

“Me dediquei ao máximo nesses sete anos. Fechamos a temporada com chave de ouro, e agora vamos ver o que acontece. Existe o interesse de outras equipes, sim, e eu preciso pensar na melhor oportunidade para mim e para a minha família. Mas, independentemente disso, essa final foi linda, e eu tenho um orgulho enorme de vestir essa camisa”, afirmou o jogador de 37 anos.

A troca forçada na principal posição do elenco será um marco do necessário e constante processo de renovação. Além do “Mago”, só o líbero Serginho, 38, e o ponteiro Filipe, 37, são remanescentes da primeira conquista da Superliga, na temporada 2011/12. O central Isac e o oposto Leal se somam ao trio como únicos presentes ao longo do tetracampeonato consecutivo, iniciado em 2013/14.

Por outro lado, os “novatos” Evandro e Simón chegaram como reforços de peso no ano passado, para substituir os ídolos Wallace e Éder, e confirmaram as expectativas com bom desempenho individual em uma temporada quase perfeita (cinco títulos em seis competições disputadas).

Contratos

“Ainda não sei o que vai acontecer. Amanhã (hoje) vou analisar se vai embora algum jogador, ou quem fica. Com certeza muda alguma coisa, mas o que não pode mudar é nossa filosofia de trabalho. Jogamos de uma forma que, independentemente dos jogadores que ficarem ou não, temos que manter sempre”, ameniza o comandante argentino da equipe cruzeirense.

A maioria do elenco tem contratos se encerrando no próximo dia 15. As exceções são exatamente Evandro e Simón, além de Leal.

“Isso é normal, mas para nós é triste. Sabemos que é difícil e faz parte do mercado. Mas, muitas vezes, nós jogamos com pressão dobrada, disputando uma final sem contrato renovado, e depois ter que brigar por isso nas férias. Acho que não deveria ser assim em uma equipe tão vencedora e com atletas que estão no topo há muito tempo”, avalia Serginho, agora isolado como maior vencedor da Superliga, com oito títulos.

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