Passadas as decisões da Superliga e encerrada a temporada 2016/2017 para os clubes, chegou a hora de o vôlei brasileiro se voltar para as seleções. E em um momento crucial: o início de um novo ciclo olímpico que, diferentemente dos anteriores, será marcado pelas mudanças.

No masculino, Bernardinho deixou o comando do time que levou a duas medalhas de ouro olímpicas e três títulos mundiais consecutivos, abrindo caminho para a de certo modo surpreendente efetivação de Renan dal Zotto, contemporâneo do ex-levantador e, como ele, medalhista de prata nos Jogos de Los Angeles (1984).

Já o feminino segue sob o comando de Zé Roberto Guimarães e todo o crédito dos ouros olímpicos em Pequim (2008) e Londres (2012), que a eliminação precoce em casa não foi capaz de abalar. O desafio do treinador, no entanto, é acelerar o processo de renovação, considerando que peças-chaves do time como as mineiras Sheilla e Fabiana confirmaram a aposentadoria com a camisa verde e amarela e seguem apenas nos clubes.

Será a hora de transferir a responsabilidade para atletas como a ponteira mineira Gabi, a também mineira Mara, uma das melhores centrais da Superliga, e a atacante Rosamaria, também do Minas Tênis Clubes. As duas últimas, assim como a líbero Leia, foram chamadas para a primeira fase de treinos no Centro de Excelência de Saquarema.

Para as meninas, o primeiro grande desafio da temporada é o tradicional Montreux Volley Masters, na Suíça, um bom aquecimento para a disputa do Grand Prix, em que as brasileiras buscarão o 12º título. A competição terá início em 7 de julho, com quadrangulares em Ancara (Turquia), Sendai (Japão) e Cuiabá e a fase final na China. Em agosto, será a vez do Sul-Americano de Cali (Colômbia), classificatório para a Grand Champions Cup do Japão, em setembro.

Em casa

Já entre os homens, Renan, que faz nesta segunda-feira (8) sua primeira convocação, terá mais tempo para transmitir ao grupo sua filosofia de trabalho e jogo. A Liga Mundial começa na primeira semana de junho. 

Os atuais campeões olímpicos farão quadrangulares em Pesaro (Itália), Varna (Bulgária) e Córdoba (Argentina), com a tranquilidade da vaga garantida no hexagonal decisivo, na condição de país-sede. A Arena da Baixada, estádio do Atlético-PR, em Curitiba, se transformará em um megaginásio, de 4 a 8 de julho.

Em seguida, como no caso do feminino, o desafio será o Sul-Americano (de 5 a 12 de agosto, em Santiago), com o ano se encerrando para a equipe, se mantiver a hegemonia regional, na Copa dos Grandes Campeões, na segunda quinzena de setembro.

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