Poucas horas antes de Romarinho vir ao mundo, em 20 de setembro de 1993, o pai, hoje senador da república, havia sido o responsável por classificar a Seleção Brasileira para a Copa de 1994, edição que ficaria marcada pela conquista do tetracampeonato mundial nos Estados Unidos.

Apesar de não ter visto o show do “Baixinho” no Maracanã, na vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, o novo reforço do Tupi, de Juiz de Fora, seguiu os passos do patriarca e hoje tenta fazer história sem depender do nome e sobrenome.

Romário de Souza Faria Júnior, que nascera em Barcelona, na Espanha, chegou ao Galo Carijó prometendo não decepcionar a aposta feita pela diretoria. Afirmando conhecer bem o alvinegro, o chamou de quarta potência do futebol mineiro.

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“Qualquer jogador vai querer jogar no Tupi, ainda mais por ser a quarta potência de Minas. A Série C tem uma vitrine muito boa, por isso espero fazer uma excelente campanha aqui. Será bom para o clube e pra mim”, afirma o atleta, que aponta a velocidade como principal virtude.

Em relação às comparações com o pai– praticamente inevitáveis –, Romarinho diz que as tira de letra e sabe que não fugirá das mesmas. “Nunca ninguém será igual a ele no mundo, pois é incomparável. Tento fazer minha história, buscando meu espaço no clube que eu estiver”, comenta o atacante.

Revelado nas categorias de base do Vasco, em 2007, o novo reforço do Tupi passou por Brasiliense, Zweigen Kanazawa-JAP e Macaé, antes de desembarcar na Zona da Mata.

Estreia adiada

Sem praticar atividades com bola desde o término do Carioca, há cerca de dois meses, Romarinho não será relacionado para o duelo deste sábado (3), às 16h, contra o São Bento, time do interior paulista. Com apenas dois pontos conquistados, em nove disponíveis, o Carijó é o penúltimo colocado do Grupo B.

“Espero estar inscrito e regularizado na semana que vem para ajudar a equipe. O time é muito bom e tenho certeza que vamos começar a ganhar”, diz o novo concorrente dos atacantes Marcinho e Pato.

Animado com a oportunidade, Romarinho lembra também da passagem meteórica do pai pelo Tupi, em 2006. Apresentado como reforço do clube, o “Baixinho”, que na época tinha 985 gols, acabou não sendo inscrito, por veto da CBF

“Ele esteve aqui em 2006, mas não pôde jogar por problemas burocráticos. Meu pai falou muito bem do clube e da cidade. Isso me motivou bastante”, finaliza.

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