Talvez você nunca tenha escutado falar de Roque, Molinha, Lessa e Guariba. Apesar de serem de épocas diferentes, eles fazem parte da história do Sport Club Aymorés, tradicional time de Ubá, que tenta se reerguer aos 91 anos. Chegar ao Módulo I do Mineiro, pela primeira vez, inclusive, é o sonho da jovem diretoria.

Respeitado na Zona da Mata, mas sem a força de outrora, atualmente o Aymorés é gerido por filhos e netos – com média de 30 anos – de quem viveu as fases vitoriosas do clube. O primeiro passo da árdua reestruturação, segundo os mesmos, é voltar a ser o mais querido da cidade.

“Apesar da história e inúmeras glórias, o Aymorés está num momento crítico, onde torcida e a sociedade, de forma geral, se afastaram do clube”, conta Marcos Paulo Barletta Schiavon, vice-presidente do Conselho Deliberativo.

“Somente com parcerias e apoios poderemos reestruturar o time, restaurando as dependências, reativando o futebol profissional e resgatando todo o amor dos torcedores”, conclui.

Ainda segundo Barletta, o clube estava em total abandono. O estádio Affonso de Carvalho, por exemplo, seria colocado à venda. Unindo forças para recolocar Ubá na rota do futebol mineiro, a esperança da cúpula é disputar a Segunda Divisão em 2018. A dívida, de aproximadamente R$ 170 mil, inclusive, já fora renegociada com FMF, CBF, na empresa de energia da cidade e com o INSS.

Outro projeto, também em andamento, é o plano de Sócio Torcedor. Com valores que variam de R$ 15 a R$ 70, o programa “Sou Mais Aymorés” já tem mais de 50 associados, em menos de duas semanas de funcionamento.

“Vamos aproveitar esta temporada para disputar campeonatos amadores e montar uma equipe forte para o Estadual do ano que vem”, comenta Marcos Paulo.

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Time de Guará

Apesar de nunca ter chegado à Primeira Divisão, o Aymorés deixou sua marca registrada em Minas Gerais ao revelar um dos maiores atletas de todos os tempos. Guaracy Januzzi, o Guará, chegou ao clube aos 14 anos e, fenômeno da região, sempre ao lado do amigo Nicola, foi contratado pelo Atlético em 1933.

Com 168 gols pelo Galo, em 200 partidas (aproximadamente), o “Demônio Louro” leva o nome do prêmio esportivo mais tradicional d o Estado, promovido pela Rádio Itatiaia, mesmo tendo pendurado as chuteiras aos 23 anos.

A aposentadoria precoce se deu após choque de cabeça com Caieira, zagueiro do Palestra Itália (Cruzeiro), que o deixou inconsciente durante um mês. Depois daquilo, Guará não teve a mesma genialidade.

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