Uma manifestação, com cerca de 70 pessoas, dificulta o embarque e desembarque de passageiros no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira, 8. O grupo, convocado por entidades sindicais, protesta contra a demissão de 811 pilotos e comissários da TAM, anunciada pela companhia no começo do mês. O objetivo da categoria é suspender o programa de demissão voluntária e o plano de licenças não remuneradas previstos para a empresa aéreas. A expectativa da categoria é que protesto dure pelo menos até as 9h.

A assessoria de imprensa do Aeroporto de Congonhas disse que os manifestantes ocuparam o saguão central do terminal e outra parte se espalhou pelas vias próximas. Às 7h15, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o acesso ao aeroporto estava normalizado nos dois sentidos. Mais cedo, o protesto provocou 1,2 km de lentidão na Avenida Washington Luís, no sentido bairro.

Seis voos da TAM foram cancelados por causa do protesto. Passageiros foram realocados para viagens com o mesmo destino. O Aeroporto de Congonhas, também pela manifestação, está fechado para pousos. Só estão autorizadas a descer no terminal as aeronaves que já haviam iniciado o trajeto antes da passeata da categoria. Às 8h, o site da Infraero registrava sete voos em atraso e outros três haviam sido cancelados em Congonhas.

Demissões

O Sindicato dos Aeroviários de São Paulo teme que a dispensa de mais de 800 aeronautas da TAM signifique um pacote maior de cortes na empresa. Segundo a entidade, a demissão de um aeronauta (comissário ou piloto) deve provocar a eliminação de cinco aeroviários (profissionais que atuam no solo para dar suporte aos voos). "A direção da TAM se recusa a discutir com o sindicato o plano de reestruturação da empresa", reclama o presidente do Sindicato dos Aeroviários de São Paulo, Reginaldo Alves de Sousa, que participa do protesto no Aeroporto de Congonhas nesta quinta-feira. "A manifestação também é contrária à política de transporte aéreo do governo", completa.

A TAM informou nessa quarta-feira, 7, que o pacote de demissões se deve à elevação dos custos no setor aéreo desde 2011. Nesse período, ainda segundo a companhia, a oferta no mercado doméstico recuou 12%.