A reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Atlético que aprovou o projeto de viabilidade da Arena MRV aconteceu há 23 dias, mas ainda é alvo de discussão no Tribunal. Ou melhor, era. A ação movida pelo conselheiro Edison Simão para dar nulidade à reunião teve pedido de desistência pelo próprio autor.

O processo movido na 1ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte em 6 de setembro já havia tido resposta desfavorável ao advogado e conselheiro do Galo, que solicitou pedido de tutela antecipada alegando que a convocação da reunião era inválida. 

O Atlético ganhou a ação antes mesmo da realização do encontro no qual a maioria avassaladora votou pelo "sim" no projeto da Arena MRV. Agora, com o  pedido de desistência da ação por parte de Simão, é o clube que irá solicitar a condenação do autor e conselheiro.

A reportagem consultou o advogado Lásaro Cândido, que representa o Galo na ação. Ele informou que o clube "requereu a condenação do autor nas custas e honorários. Ou seja, o autor da ação responde pelos ônus da medida judicial. O autor está, com a desistência, confessando que a medida judicial era mesmo improcedente".

Caso seja condenado a ressarcir o Atlético, Edison Simão pagará valores determinados pelo juiz diante das custas e dos honorários dos advogados do alvinegro no processo.