No caminho do Aeroporto de Assunção para o estádio Defensores del Chaco, no Paraguai, o turista/torcedor pode passar em frente ao Estádio Nicolás Leoz e perceber que o palco entre Atlético e Libertad nesta quarta-feira (19), apesar de levar o nome de um dos maiores "ex-chefões" do futebol, é um acanhado campo de pouco mais de 10 mil espectadores. O Galo irá encarar, logo mais, o segundo menor estádio utilizado pelos clubes da Libertadores, nesta fase de grupos.

E o clube mineiro já pode se preparar para conhecer o menor estádio dos 32 clubes participantes das oito chaves. O Nicolás Leoz deve reunir poucos torcedores no duelo das 21h45 desta quarta-feira, mas pouco mais do que cabe no Estádio Samuel Vaca Jiménez, do Sport Boys. O duelo contra os bolivianos será no dia 3 de maio, pela penúltima rodada, na casa de apenas 9 mil lugares. 

A diferença do Sport Boys para o Libertad é que a equipe da Bolívia tende a utilizar uma segunda opção para mandar os jogos, no Ramón Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra, de 35 mil lugares (palco do empate entre ambos, na primeira rodada). Já o Libertad não abre mão de jogar nos seus domínios. De 2012 para cá, atuou todos os jogos da Libertadores no pequeno "Nicolas Leóz".

Apesar de apresentar uma atmosfera de pressão, o técnico Roger Machado não está preocupado com o fator "campo" para o terceiro compromisso do Atlético na Libertadores. O clube abriu mão de fazer o "reconhecimento" do estádio, uma vez que, por regulamento, só poderia fazê-lo utilizando apenas tênis, e não chuteira, o que acaba impedindo um treinamento mais prático.

"O reconhecimento nos foi permitido apenas de tênis, então não para treinamentos. Então, ao invés de apenas conhecer o estádio, damos prioridade a um treino que possa nos ajudar mais. É um estádio de dimensões pequenas, mas o gramado é bom, de dimensões oficiais. O torcedor estará muito próximo mas nada que o meu grupo experiente não sabia lidar", disse Roger Machado.

Enquanto o Libertad prefere levar os jogos para uma casa modesta, o Atlético mantém a intenção de ver o Estádio Independência ampliado de 23 mil para 28 mil pessoas, em processo embargado pelo América, por ora, na Justiça. Outra opção do Galo seria o Mineirão, que, caso utilizado, se torna o segundo maior estádio da Libertadores, atrás apenas do Maracanã. 

Estádio Samuel Vaca Jiménez, em Warnes-BOL, onde o Sport Boys pretende jogar

Estádio Samuel Vaca Jiménez, em Warnes-BOL, onde o Sport Boys pretende jogar contra Galo e Godoy Cruz

Confira as capacidades dos Estádios da Libertadores:
(em negrito, aqueles com menos de 20 mil lugares)

GRUPO 1
Botafogo -  Nilton Santos - 46,8 mil
Estudiantes - Ciudad de La Plata - 53 mil
Atlético Nacional - Atanasio Girardot - 45 mil
Barcelona-EQU - Isidro Romero Carbo - 57 mil

GRUPO 2
The Strongest - Hernando Siles - 42 mil
Ind. Santa Fe - El Campín - 36 mil
Sporting Cristal - Nacional José Diaz - 43 mil
Santos - Vila Belmiro - 16 mil

GRUPO 3
Melgar - Monumental de la UNSA - 60 mil
Emelec - George Capwell - 36 mil
Ind. Medellín - Atanasio Girardot - 45 mil
River Plate - Monumental de Núñez - 61 mil

GRUPO 4
Flamengo - Maracanã - 78 mil
Atlético Paranaense - 41 mil
San Lorenzo - Nuevo Gasómetro - 47,5 mil
Univ. Católica - San Carlos Apoquindo - 18 mil

GRUPO 5
Jorge Wilstermann - Félix Capriles - 32 mil
Peñarol - Campeón del Siglo - 40 mil
Palmeiras - Allianz Park - 43 mil
Atl. Tucumán - José Fierro - 22,5 mil

GRUPO 6
Atlético - Independência - 23 mil
Godoy Cruz - Malvinas Argentinas - 40 mil
Libertad - Nicolas Leóz - 10,5 mil
Sport Boys - Samuel Vaca Jiménez
/Ramón Tahuichi Aguilera - 9 mil/35 mil

GRUPO 7
Zulia - José "Pachencho" Romero - 42 mil
Chapecoense - Arena Condá - 22,6 mil
Lanús - La Fortaleza - 46,5 mil
Nacional-URU - Gran Parque Central - 26,5 mil

GRUPO 8 
Deportivo Iquique - Tierra de Campeones - 13,6 mil
Guaraní - Defensores del Chaco - 42 mil
Zamora - La Carolina - 29 mil
Grêmio - Arena do Grêmio - 55 mil