O Cruzeiro começou perdendo, mas fez o vira-vira na Arena da Baixada e bateu o Atlético-PR por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (16), no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Henrique e Raniel garantiram a vitória estrelada em Curitiba, com Thiago Carleto marcando o gol do Furacão.

A Raposa impôs ao Atlético-PR seu sétimo jogo sem vitória e aumenta a pressão em cima do técnico Fernando Diniz. No jogo da volta, em 16 de julho, o time celeste precisará de um empate para avançar de fase.

O Jogo

O Cruzeiro começou bem o primeiro tempo, pressionava o Atlético-PR, porém não conseguia ser efetivo nas tentativas de ataque. O time celeste segurava mais a bola, mas o Furacão impedia que o adversário se aproximasse com perigo do gol de Santos. E enquanto se armava bem na defesa o mandante também se acertava no ataque e subia suas linhas de marcação para evitar a pressão do time estrelado.

Estratégia que deu certo, tanto que a Raposa, mesmo com quase 70% de posse da redonda, mostrava dificuldades para sair jogando.

A primeira boa chance da partida aconteceu a favor do Atlético-PR. Aos 13 minutos, Matheus Rossetto limpou a jogada e chutou forte, mas o goleiro Fábio desviou para fora.

O time de Mano Menezes foi chegar com um pouco de perigo aos 26 minutos. Egídio cruzou para a área e Sassá subiu mais que os marcadores, desviando de cabeça, e a bola saiu pela esquerda do gol do goleiro Santos.

Aos 34 a Raposa teve excelente oportunidade, novamente defendida por Santos. Robinho chutou de longe e obrigou o goleiro do Atlético-PR a trabalhar.

Antes do gol do Furacão os jogadores da equipe paranaense pediram pênalti, após a bola bater no cotovelo do zagueiro Dedé dentro da área. O árbitro Péricles Bassols explicou o lance ao zagueiro Thiago Heleno e nada marcou.

E aos 41 o baque celeste. Em sua grande característica, Thiago Carleto acertou um “pombo sem asa” em cobrança de falta e abriu o placar: 1 a 0.

Logo na sequência Zé Ivaldo chegou a balançar as redes pela segunda vez, mas em posição de impedimento viu o gol ser anulado pelo trio de arbitragem.

“A gente fez o que o professor pediu. Sabiamos que o time viria com alguma pressão, mas a gente não mudou. Agora é voltar para o segundo tempo e fazer os 90 minutos. Treino bastante e a batida foi fruto desse treino”, disse Carleto ao fim do primeiro tempo.

Na segunda etapa o Furacão começou com tudo, partindo para cima do Cruzeiro. A vantagem no placar fazia com que o time de Fernando Diniz atuasse em cima dos avanços ofensivos da Raposa.

A primeira chance do Cruzeiro aconteceu aos 12 minutos. Arrascaeta fez o cruzamento e encontrou Sassá no meio da área, mas o atacante cabeceou errado por cima do gol.

O jogo seguiu truncado e o Atlético do Paraná tentava segurar o jogo sem se arriscar. Com isso o Cruzeiro foi ganhando campo e aos 34 minutos o time celeste empatou.

O aniversariante do dia, Henrique, acertou um tirambaço de fora da área, e contou com a ajuda do velho conhecido Thiago Heleno. A bola foi no ângulo do goleiro Santos: 1 a 1.

O lance do gol do volante cruzeirense foi um pouco parecido com aquele gol que ele mesmo havia marcado em 2009, em cima do São Paulo, na Copa Libertadores.

E ainda tinha tempo para mais. Na última volta do relógio o atacante Raniel, que entrou na vaga de Sassá, garantiu a virada após lançamento do zagueiro Dedé: 2 a 1.

ATLÉTICO-PR 1 X 2 CRUZEIRO

Motivo: Oitavas de final da Copa do Brasil

Local: Arena da Baixada, em Curitiba

Arbitragem: Raphael Claus (Fifa/SP)

Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa/SP)

Gols: Thiago Carleto aos 41 minutos do primeiro tempo; Henrique, aos 34 minutos, e Raniel, aos 47 minutos do segundo tempo.

Cartão amarelo: Egídio, Raniel (CRU); Bergson, Camacho (CAP)

Cartão vermelho: Não houve

ATLÉTICO-PR – Santos; Pavez, José Ivaldo e Thiago Heleno; Matheus Rossetto, Camacho, Lucho González (Bruno Guimarães), Thiago Carleto e Raphael Veiga (Matheus Anjos); Bergson (Marcinho) e Pablo. Técnico: Fernando Diniz

CRUZEIRO – Fábio; Lucas Romero, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Rafinha, Robinho (Mancuello) e Arrascaeta (Rafael Sóbis); Sassá (Raniel). Técnico: Mano Menezes.