SÃO PAULO - Um leilão de arte contemporânea da casa Christie's, em Nova York, terminou, na quarta-feira (15), com um saldo de US$ 495 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), a maior da história neste tipo de venda, incluindo uma obra de Jackson Pollock .

A Christie's informou que 94% dos lotes oferecidos encontraram compradores. Nove obras foram vendidas por mais de US$ 10 milhões (R$ 20,2 milhões) e outras 23 superaram US$ 5 milhões (R$ 10,1 milhões).

De acordo com a empresa, este é o maior valor arrecadado em um leilão de arte contemporânea na história. "É a maior quantia alcançada na história dos leilões", disse Brett Gorvy, presidente e diretor internacional de arte do pós-guerra e contemporânea da Christie's.

"Os preços recordes estabelecidos refletem uma nova era no mercado de arte, no qual colecionadores experientes e novos compradores disputam no mais alto nível, dentro de um mercado global", disse Gorvy.

Gotejamento

No leilão, uma pintura de Jackson Pollock, feita no auge criativo do artista americano, foi vendida pelo valor recorde de US$ 58,4 milhões (cerca de R$ 118 milhões).

O quadro "Number 19", que representa o estilo "pintura de gotejamento" de Pollock, tem uma reluzente mistura de prata, preto, branco, vermelho e verde.
A expectativa inicial de venda era de US$ 25 milhões a US$ 35 milhões (de R$ 50 milhões a R$ 70,7 milhões).

A Christie's também vendeu um Jean Michel Basquiat ("Dustheads") por US$ 48,8 milhões (R$ 98,4 milhões), bastante acima da estimativa de pré-venda, também entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões. Outro recorde.