Em busca da permanência na Série A do Campeonato Brasileiro, principal objetivo do time na temporada, o América conta com a força de seus atacantes para seguir pontuando na competição.

Atualmente, o Coelho é o 10º melhor ataque do Brasileiro, ao lado de Fluminense, Chapecoense e Santos, com 14 gols, em 12 jogos. Na tabela, o time alviverde é o 13º colocado, com 14 pontos. 

Se depender do número de opções, o técnico Ricardo Drubscky, que assumiu o comando do time há poucos dias, está bem servido.  Ao todo, o comandante americano tem à disposição oito jogadores para montar o comando de ataque.

A principal novidade para volta do Campeonato Brasileiro será o jovem Matheusinho, que está na parte final da recuperação da grave lesão no joelho direito, sofrida em outubro do ano passado. O jogador já está no estágio de transição para as atividades em campo, e gradativamente deve voltar a realizar os trabalhos com os demais companheiros.

Além da joia, Drubscky conta com mais sete opções para o setor ofensivo. Com características de atuar mais pelas beiradas do campo o time conta com Luan, Marquinhos, Aylon, Ademir e Capixaba.

Os dois primeiros, apesar da experiência e do currículo vencedor, ainda não deslancharam na temporada. Luan, inclusive, deve desfalcar o time nos primeiros jogos após a volta do Brasileiro, em função de um estiramento na coxa esquerda.

Um dos destaques do time no início da temporada, Aylon ainda não conseguiu repetir no Brasileiro, as boas atuações do Estadual, em que foi o artilheiro da competição com seis gols, ao lado de Ricardo Oliveira, do Atlético.  Pesa a favor do jogador a versatilidade, já que pode atuar também na posição de centroavante.

Uma das principais revelações do Mineiro, em que atuou pelo Patrocinense, Ademir vem sendo o xodó da torcida americana. Com apenas seis jogos, o rápido jogador ganhou espaço com o ex-treinador, e tem na velocidade, sua principal arma para garantir uma vaga entre os titulares. O gol na vitória sobre o Atlético PR (veja no vídeo abaixo), logo no início de sua trajetória, foi um belo cartão de visitas.

Emprestado pelo Atlético, o jovem Capixaba ainda busca espaço no elenco. Nas poucas partidas em que foi acionado, o atacante não convenceu a comissão técnica de que merecia mais minutos em campos. A troca no comando pode dar novo fôlego ao jogador na disputa por uma posição.

Camisa 9

Contratação de maior impacto para a temporada, o experiente Rafael Moura ainda oscila com a camisa do Coelho. Importante pela força física, e, principalmente, pela experiência em jogos grandes, o atacante ainda não emplacou uma sequência de gols pelo América. Entretanto, gols importantes, como no triunfo sobre o Vitória, mostra que o jogador pode ser muito útil para o time.

De volta ao futebol após mais de dois anos tratando de lesões nos dois joelhos, Judivan tem encontrado no time alviverde a oportunidade de recomeçar a carreira. Ainda sem recuperar plenamente a forma que o levou às Seleções de base do Brasil, o atacante, que antes atuava aberto pelo campo, vem sendo escalado como centroavante. Apesar do esforço, e da dedicação, ainda busca o primeiro gol pelo Coelho.

NOME IDADE JOGOS EM 2018 GOLS
Rafael Moura 35 21 5
Aylon 26 25 6
Luan 29 22 1
Marquinhos 28 17 1
Judivan 23 7 0
Ademir 23 6 1
Capixaba 21 8 1
Matheusinho 20 0 0

 Fala, professor

 Com a missão de escolher entre tantas opções ofensivas, o     técnico Ricardo Drubscky enaltece a qualidade dos jogadores   que tem à disposição, e evita cravar definições em relação ao   time titular.

 “Estou satisfeito com os atacantes que nós temos e acredito   que temos, também, possibilidades interessantes de variação   do meio-campo para frente. Ainda é muito cedo para definir   qualquer coisa, pois estamos ainda nos primeiros dias de   treinamento. Nosso pensamento inicial é fazer muitas   observações, pois teremos tempo para isso, e muitos treinamentos”, revela.  

Matheusinho

Em relação ao aproveitamento de Matheusinho, o comandante do Coelho espera o jogador alcançar 100% das condições físicas ideias para começar a definir a posição em que o jogador melhor se encaixa no esquema tático.

Entretanto, Drubscky destaca a versatilidade da joia do Coelho, que pode atuar tanto como armador, tanto como ponta, o que pode ser um diferencial para desarticular as defesas adversárias.

“Ele joga bem em ambas as posições. O fato dele ter atuado mais pelas beiradas conosco e feito ótimos jogos nessa função, deixou essa marca de atacante de beirada. Ele é um jogador corajoso e, mesmo não tendo um porte físico sobressalente visualmente falando, é muito guerreiro, movimenta muito, tem poder físico e aeróbico, tem força e muito bom drible”, afirma.