O Atlético foi eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores num curto espaço de tempo. Revolta da torcida, dinheiro de premiação que não virá, decepção pelo trabalho. Quem "agradece" mesmo é o calendário alvinegro. Depois de passar três meses seguidos jogando no fim de semana e também no meio dela, o Galo ganha descanso.

Da partida contra o Flamengo neste fim de semana, pelo início do returno do Campeonato Brasileiro, até a 25ª rodada da competição, o Atlético só entrará em campo num intervalo de seis a sete dias. Isso excluindo do levantamento um compromisso pela Primeira Liga em 30 de agosto.

No torneio interestadual no qual irá enfrentar o Internacional em Porto Alegre, as atenções são mínimas. A competição da Primeira Liga se tornou esquecida para os torcedores e até mesmo para os clubes. 

UM JOGO A CADA 81 HORAS

Desde que foi campeão do Mineiro em maio que o Galo não sabia o que era ter uma semana inteira para treinar, descansar, se aperfeiçoar. E foi justamente na estreia do Brasileirão e começou a maratona de jogos. Entre 13 de maio e 13 de agosto, serão 27 jogos entre Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores. O que representa uma média de uma partida do alvinegro a cada 3,4 dias ou a cada 81 horas e 36 minutos. 

O Galo só voltará a disputar uma partida do Brasileirão em 27 de setembro, contra o Atlético-PR em Curitiba pela 26ª rodada. A data e a hora da partida ainda não é oficial, uma vez que a CBF só desembrou a tabela do torneio de pontos corridos até a 25ª rodada, quando o Atlético receberá o Vitória em BH.

'SEM DESCULPAS'

Não que o clube mineiro queria trocar as chances de um bicampeonato da Copa do Brasil ou da Libertadores por maior espaço no calendário. Mas é um efeito colateral bem visto neste momento de tuburlência da equipe.

"São cinco anos de Libertadores consecutivos, não tem como essa equipe ficar fora do G6. Até porque acabaram-se as desculpas de que não há prazo, não tem jogo quarta-domingo. Temos agora que aproveitar esse calendário que agora só vai ter jogos do Brasileirão. Evidente que acredito, até pelo futebol apresentado até agora. Com tudo que aconteceu de errado, temos futebol para ficar no G6", disse o presidente Daniel Nepomucano, ao citar que a vaga na Libertadores 2018 é obrigatória.