O ano de 2016 foi complicado para o Cruzeiro. Com muitos altos e baixos, a equipe mineira lutou contra o rebaixamento e conseguiu, apenas na última rodada, a classificação para à Copa Sul-Americana. Apesar do baixo rendimento coletivo, alguns atletas conseguiram ótimas atuações individuais e são peças importantes para um 2017 melhor. Esse é o caso de dois jogadores celestes: o capitão Henrique e o meia Robinho.

Henrique foi, junto de Arrascaeta, um dos jogadores que mais atuaram pelo clube no ano. Em 66 partidas, o capitão esteve presente em 52 delas. Contra o Corinthians, mais uma ótima partida. Segundo o site Footstats, foram 26 passes corretos e apenas 2 errados. O camisa 8 também foi líder de desarmes na partida, com três. Henrique, porém, que as atuações individuais não são o foco principal. "Eu penso mais no coletivo, a gente poderia ter brigado por títulos neste ano, mas não foi a nossa realidade. Esperamos que ano que vem a gente volte com um planejamento melhor para que seja um ano de conquistas", comentou.

Mesmo assim, o volante reconheceu as boas atuações e espera que no próximo ano, o Cruzeiro atue melhor coletivamente. "O ano foi muito bom individualmente né. Claro que eu não penso só no individual, também penso no coletivo e coletivamente não fomos tão bem. Mas é trabalhar para que 2017 seja um ano melhor", disse o maior ladrão de bolas celestes no ano. O capitão, que já atuou por 353 vezes com a camisa da Raposa, tem mais um ano de contrato.

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Contratado no meio da temporada junto ao Palmeiras, o meia Robinho fez 30 partidas com a camisa celeste. Ao todo foram 11 assistências e 7 gols. Segundo o meia, o início foi complicado e cercado de desconfiança. “Cheguei, tive uma lesão, todo mundo desconfiou. Quando eu entrei em campo, procurei dar o meu melhor, correr, me dedicar, marcar gols, dar assistências. Que é o que fui contratado para fazer. E acho que consegui fazer”, analisou.

O jogador teve dois problemas físicos ao longo dos quase seis meses de clube. Recuperado, Robinho foi peça importante na arrancada que levou o Cruzeiro à vaga na próxima Copa Sul-Americana, mas ressaltou que o ano não foi dos melhores para o clube. "O ano foi difícil, como um todo. Foi um ano ruim. Acho que a gente buscava coisas maiores. A gente tinha time pra isso, tinha elenco pra isso. Foi um ano complicado. Acho que eu consegui jogar aí o tempo todo que estava a disposição, então pra mim não foi um ano muito ruim. Mas no todo foi ruim porque nós não conseguimos título, não conseguimos vaga pra Libertadores. Acabamos conseguindo a vaga pra Sul-Americana, que é bom também", disse o meia.

Robinho tem contrato com o Cruzeiro até o final de 2017 e tem os direitos fixados. O jogador disse que tem vontade de ficar e disse não ter conhecimento de propostas para deixar o clube. “Não tem proposta. Só se tiver alguma coisa e o empresário não falou. Quero ficar, mas a gente nunca sabe. Eu também achava que ficaria no Palmeiras, mas, de uma hora para outra, eu estava aqui. As coisas acontecem muito rápido na carreira de um jogador. De repente você faz um jogo espetacular e alguém está olhando e vem te buscar. Espero ficar ano que vem, e que o Mano possa ficar.”, falou o camisa 19. 

*Colaborou Leonardo Parrela