Diogo Sclebin, de 34 anos, será o representante do Brasil no triatlo dos Jogos Olímpicos do Rio. Faltando apenas uma prova para o encerramento do período de classificação, ele não pode mais ser ultrapassado como melhor brasileiro no ranking olímpico. Entre as mulheres, há bastante tempo Pamella Oliveira tem esse mesmo conforto.

No último sábado, Sclebin foi sexto colocado na etapa de Acapulco (México) da Copa do Mundo, somando 338 pontos no ranking mundial. Com o resultado, chegou a 2.784. Danilo Pimentel, seu concorrente direto, terminou a competição em quarto, com 395 pontos. Agora ele tem 1.607.

O período de classificação para o Rio-2016 se encerra no domingo, com a etapa de Yokohama (Japão) do Circuito Mundial. Ainda que Danilo conquiste o título - algo improvável para quem ficou entre 40.º e 50.º lugar nas primeiras três etapas do ano -, somaria 900 pontos, insuficiente para ultrapassar Sclebin.

Pelos critérios da União Internacional de Triatlo (ITU), o Brasil terá direito a um convite só se não conseguir classificar ninguém pelo ranking mundial. Sclebin é o 44.º do mundo e está dentro da zona de classificação. Ainda que saia desse grupo, iria à Olimpíada por convite. Já Danilo está a mais de mil pontos do último atleta da zona de classificação e, por isso, não tem condições matemáticas de se tornar o segundo brasileiro no Rio-2016.

O grande favorito a ficar com a vaga olímpica no triatlo era Reinaldo Collucci, nono colocado no Mundial de 2013 e décimo em 2014. Mas ele sofreu uma lesão no calcanhar de Aquiles ainda em 2014 e ficou oito meses afastado das competições. Quando voltou, não repetiu os melhores resultados.

Feminino

Entre as mulheres não houve espaço para zebras. Pamella Oliveira é 24.ª do ranking mundial e estará no Rio-2016. Ela tem gigantesca folga sobre Beatriz Neres, a 112.ª do mundo, e será a única representante do Brasil nos Jogos. Pamela já esteve em Londres-2012, completando em 30.º lugar. Agora, deve brigar pelo Top 20.