Casado, pai de dois filhos, comprometido dentro e fora das quatro linhas, e com o futebol correndo nas veias da família. Este é Yimmi Chará, colombiano que reforçará o Atlético nas próximas cinco temporadas.

Destaque do Junior de Barranquila, clube que defendia desde o meio do ano passado, o atacante fez dois gols e deu três assistências nesta edição da Copa Libertadores. Velocista, o "Predador" se destaca pelas tranças e por ser um exímio "garçom" no setor ofensivo.

Aos 27 anos, Chará figurou na pré-lista de José Pekerman para a Copa do Mundo, mas acabou de fora dos 23 nomes que irão disputar o Mundial na Rússia. Para contratá-lo, por cerca de R$ 26 milhões de Reais, o Atlético contou com auxílio do ex-presidente do clube Ricardo Guimarães. Ele fez exames médicos na Cidade do Galo, nesta segunda (10), e será apresentado oficialmente nos próximos dias.

Filho de futebolista amador e com dois irmãos atuando profissionalmente - Diego Chará atua no Portland Timbers, dos Estados Unidos, e Luis Felipe Chará nos Águilas Doradas, da Colômbia -, Yimmi traz consigo uma grande frustração: desde criança, se entristece por não ter se tornado profissional antes da morte dos avós.

Futebol Mexicano

Antes de chegar ao Junior Barranquilla, o novo reforço do Atlético teve passagem de destaque pelo futebol mexicano, onde defendeu o Monterrey.

"Yimmi jogou em duas etapas diferentes no Monterrey. A primeira não foi muito boa, pois participou apenas de 10 jogos. Depois voltou ao seu país para defender o Atlético Nacional, onde foi bem", conta o jornalista Victor Díaz, do jornal Recórd (México), ao Hoje em Dia.

"Ele voltou para o México para jogar pelo Dorados de Sinaloa e, com um torneio regular, acabou sendo contratado novamente pelo Monterrey. Com mais entradas em campo, ele se destacou pelas dez assistência e pelos três gols marcados", acrescenta.

Reforço para a base

Além de se tornar peça importante para o sistema ofensivo de Thiago Larghi, Chará pode também reforçar as categorias de base do clube alvinegro. O filho, Juan Pablo, de apenas três anos, já ensaia os primeiros dribles com a bola nos pés e, num futuro ainda distante, pode fazer parte do quadro de atletas do Galo.

A presença do baixinho, inclusive, movimentou os antigos clubes do pai. Louco com o esporte, ele já mostra que, se depender do sangue dos "Chará", seguirá os passos e fará do hobby profissão.