O 44º título do Campeonato Mineiro conquistado pelo Atlético, ontem, no Independência, com vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro (gols de Robinho e Elias, com Ramón Ábila descontando), não é apenas mais um na galeria do clube.

Muito pelo contrário. É “o” título, pois na rivalidade estadual ele vale e muito. Não só por ser conquistado em cima do rival, mas principalmente por consolidar a hegemonia atleticana no futebol mineiro.

Após os anos maravilhosos da dupla em 2013 e 2014, o Galo seguiu em alta em 2015, quando foi vice-campeão brasileiro, e no ano passado, quando foi vice da Copa do Brasil. A Raposa fez temporadas desastrosas, não chegou às decisões do Campeonato Mineiro e brigou foi contra a queda para a Série B.

A final desta edição do Estadual tomou contornos de tira-teima, numa temporada em que os dois começaram enchendo os torcedores de esperança.
O incontestável título atleticano, mais do que fazer justiça ao time que foi superior nos 180 minutos da decisão, superou qualquer convicção e tornou-se uma prova de que, nos tempos atuais, o Atlético reina em Minas Gerais.

Nos últimos cinco confrontos de mata-mata diante do Cruzeiro, o Atlético venceu quatro: duas decisões de Estadual (2013 e 2017) e uma semifinal (2015), sem contar o inesquecível título da Copa do Brasil de 2014, alcançado com duas vitórias. Os cruzeirenses comemoraram apenas na decisão do Campeonato Mineiro de 2014.

INVENCIBILIDADE
Aliás, nem mesmo o maior argumento dos cruzeirenses existe mais. A invencibilidade de mais de dois anos diante do[/TEXTO] Atlético, numa lista que já chegava a oito partidas, também caiu ontem à tarde, no Estádio Independência.

Numa final marcada por cenas lamentáveis fora de campo, numa sequência iniciada pelos cartolas e completada pelas maiores torcidas organizadas dos dois lados, o Campeonato Mineiro de 2017 termina sem manchas dentro de campo.

Os dois jogos da final tiveram arbitragens limpas. No de ontem, o mineiro Igor Júnio Benevenuto deu um verdadeiro show.

A festa atleticana é mais do que justa. No futebol, nem sempre o melhor time levanta a taça. No Campeonato Mineiro de 2017, porém, isso não aconteceu. E o Atlético provou, mais uma vez, que nos últimos tempos, no nosso terreiro, só da Galo.

FICHA DO JOGO: Atlético 2 x 1 Cruzeiro

Atlético
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Adilson, Rafael Carioca e Elias (Danilo); Otero (Maicosuel) e Robinho (Cazares); Fred.
Técnico: Roger Machado 

Cruzeiro
Rafael; Mayke, Léo, Caicedo e Diogo Barbosa; Henrique e Hudson (Ramón Ábila); Arrascaeta (Raniel), Thiago Neves e Rafinha; Rafael Sóbis (ALisson).
Técnico: Mano Menezes

GOLS: Robinho, aos 12 minutos do primeiro tempo; Ramón Ábila, aos 7, e Elias, aos 23 minutos do segundo tempo.
ARBITRAGEM: Igor Júnio Benevenuto, auxiliado por Pedro Araújo Dias Cotta e Ricardo Junio de Souza. 
CARTÕES VERMELHOS: Adilson (Atlético); Rafinha (Cruzeiro). 
CARTÕES AMARELOS: Rafael Carioca, Danilo e Elias (Atlético); Henrique, Hudson e Raniel (Cruzeiro). 
PÚBLICO: 22.411 presentes. 
RENDA: R$ 1.602.000,00