Aos 36 anos, o zagueiro Edu Dracena se mostra surpreso com a sua própria longevidade no futebol e não esconde que, no início da carreira, acreditava que já estaria aposentado a essa altura da vida. Mas, além de ser titular absoluto do Palmeiras em 2017, teve nesta semana o vínculo com o clube renovado até dezembro do ano que vem.

"Com 22 anos, não esperava estar jogando (atualmente). Pensava em encerrar a carreira com 33. São coisas que vão acontecendo naturalmente. Quando não render mais, vou pendurar minha chuteira. O pensamento, quem sabe, pode ser ficar no Palmeiras até encerrar a carreira. Vou jogar até dezembro de 2018 aqui. Se vou continuar ou não, vai depender da minha performance, da maneira como vou estar", afirmou.

Grato pela confiança da diretoria alviverde e entusiasmado com a extensão do contrato, o veterano se vê mais motivado pela oportunidade de continuar fazendo história com a camisa do Palmeiras. "Quero deixar minha marca e conquistar títulos importantes, daqui a 20 anos lembrar que fui campeão brasileiro, da Libertadores, Mundial. Isso me motiva mais ainda para estar aqui todo dia, às vezes em cima da dor, passando pelas críticas e pegando as construtivas para melhorar. Isso me motiva a continuar", disse.

Contratado em 2016, Edu Dracena ajudou o Palmeiras na conquista do enecampeonato brasileiro e hoje soma 46 jogos pelo clube - 25 vitórias, 10 empates e 11 derrotas. A experiência tem sido o principal trunfo do camisa 3 para se manter na zaga da equipe alviverde.

O próximo desafio será diante da Chapecoense neste sábado, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, na Arena Condá, em Chapecó (SC). Mas a cabeça já está no desafio que a equipe terá pela frente na Copa Libertadores. Na quarta-feira, o Palmeiras precisa apenas de um empate sobre o argentino Atlético Tucumán, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, para ir às oitavas de final.

"Primeiro, é pensar em descansar e encher o tanque para quarta-feira estarmos bem preparados para uma decisão. Vai ser um tempo para que a gente possa assimilar a maneira com que o Tucumán joga, a Libertadores vem mostrando que nome, time e camisa não ganham jogo", projetou Edu Dracena.