“Olá. Amanhã à tarde viajamos ao Brasil e acertamos tudo para fechar com o Atlético”. Essa mensagem é de Pablo Bentancurt, empresário do lateral-direito uruguaio Guillermo Varela, de 24 anos, que na semana que vem deve ser anunciado como reforço do Galo para a temporada 2018.

O interesse atleticano no jogador não é novidade e apareceu nos noticiários no início desta semana. Guillermo Varela é cria da base do Peñarol, e cedo despertou a cobiça da Europa. Foi contratado pelo Manchester United em 2013, cedido ao Real Madrid Castilla e depois ao Eintracht Frankfurt. Na Alemanha, inclusive, protagonizou uma polêmica.

Nas vésperas da decisão da Copa da Alemanha contra o Borussia Dortmund, Varela fez uma tatuagem e a arte inflamou. A consequência foi que ele ficou indisponível para o jogo, causando a ira da comissão técnica, tendo recebido demissão do clube.

Retornou neste segundo semestre de 2017 ao Peñarol, que venceu o Torneo Clausura 2017 e está classificado para a Libertadores de 2018. Ele chegou com contrato de três anos, mas com cláusula que obriga o Peñarol a negociá-lo em caso de oferta do exterior. Varela passou a ser figurinha carimbada na convocação da Seleção Uruguaia.

A contratação de Varela – o Atlético deve comprar 50% dos seus direitos econômicos – reforça a possabilidade de saída de Marcos Rocha, titular da lateral direita do Atlético desde 2012. Ele tem contrato com o Galo até o final do ano que vem e em junho já estará livre para negociar com outro clube.

Ele tem despertado o interesse de várias equipes, sendo que Palmeiras e São Paulo são os maiores interessados. Com a contratação de Varela, Marcos Rocha pode ser usado como moeda de troca com um dos dois clubes paulistas, sendo os palmeirenses os mais prováveis, por terem mais atletas que interessam ao Atlético.