Um dos maiores nomes da história do vôlei brasileiro, Bebeto de Freitas morreu nesta terça-feira (13) aos 68 anos, vítima de ataque cardíaco. A confederação brasileira da modalidade (CBV) lamentou o ocorrido em nota momentos mais tarde e se mostrou consternada com o falecimento.

"A CBV, estarrecida com a notícia do falecimento de Bebeto de Freitas, lamenta muito e vem expressar, neste momento, todo o agradecimento em relação a tudo que o técnico da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de 1984 e 1988 fez pelo voleibol", comunicou a entidade.

Bebeto de Freitas marcou seu nome na história como jogador e técnico de vôlei. Enquanto atleta, vestiu as cores do Botafogo e conquistou 11 títulos estaduais consecutivos pelo clube, desempenho que o levou à seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, em que ficou no sétimo lugar.

Mas foi no banco de reservas que Bebeto mais contribuiu com a modalidade. Como treinador, promoveu uma revolução no vôlei brasileiro e liderou a seleção brasileira à inédita segunda colocação nos Jogos de Los Angeles, em 1984, com a "geração de prata". Quatro anos mais tarde, levou o País ao quarto lugar em Seul.

"A CBV está ao lado de toda a família deste que foi um dos grandes ícones do voleibol e do esporte brasileiro. Neste momento, a dor é imensa, mas temos a obrigação de continuar o trabalho que contou com grande participação de Bebeto de Freitas e que teve um grande reconhecimento em 2015, quando ele entrou para o Hall da Fama da Federação Internacional de Voleibol (FIVB)", apontou a CBV.

Bebeto ainda marcou seu nome no vôlei italiano, conquistando com o país o título mundial de 1998. Na volta ao Brasil, migrou de esporte e foi para o futebol, assumindo a presidência do Botafogo de 2003 a 2008 e trabalhando como dirigente do Atlético-MG em quatro passagens.

Em homenagem a um de seus grandes nomes, a CBV anunciou que os jogos da Superliga masculina e feminina e do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia respeitarão um minuto de silêncio até o próximo domingo.