O futebol tem, a cada dia, cobrado mais dos clubes uma postura profissional. Se dentro de campo os atletas têm a enorme responsabilidade de levar os times às vitórias, fora das quatro linhas são os dirigentes que precisam colocar “a máquina para funcionar”, contratando bem, pagando os salários em dia e dando o suporte psicológico para o melhor rendimento dos atletas nas partidas.

Renovando o mercado, ex-atletas que tem o futebol na sua essência estudam para se manter ativos no esporte. Não efetivamente com a bola nos pés, mas, sim, com a caneta na mão. Caso do ex-meio-campista Tinga. 

Bicampeão Brasileiro com o Cruzeiro em 2013 e 2014, Tinga tem um histórico vencedor como atleta. Além das passagens por grandes equipes, como Borussia Dortmund-ALE, Grêmio, Internacional, o agora dirigente ostenta no currículo títulos de elevada grandeza. E pelo recente passado de glórias, o gerente de futebol do Cruzeiro quer assumir o novo desafio mantendo sua tradição de sucesso, e honrando o que ele próprio considera como “DNA vencedor” da Raposa.

“Dentro da preparação do futebol, temos que saber da cobrança. O que me atraiu muito é quebrar objetivos, alcançar coisa que não foram alcançadas. Hoje mesmo eu tenho como sonho ser campeão. Futebol é pautado por isso, o que rege são as conquistas, a pressão é natural. Quem joga aqui, conhece o DNA, tem que se acostumar com isso”, disse. 

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Aposentado há dois anos dos gramados, Tinga recebeu em 2015 o convite para trabalhar como membro da diretoria do Cruzeiro. Na ocasião, negou o convite para se aperfeiçoar e ganhar bagagem. Sua experiência em campo, um líder nato perante jovens e até jogadores veteranos.

“O que mais fiz nos dois anos de aposentadoria foi me preparar para exercer esta função, para chegar a este momento”, ressaltou.

Do atual elenco estrelado, algumas peças que venceram o Brasileirão de 2013 e 2014 permanecem. Período em que Tinga era líder do vestiário celeste como jogador. Fábio, Rafael, Dedé, Léo, Manoel, Henrique, Mayke e Willian “Bigode” são alguns dos antigos companheiros de Raposa. No entanto, outros “parceiros” de épocas diferentes também estão no elenco.

“Assim como o Sobis, que era muito novo quando eu estava no Inter e ajudei demais, outros aqui também. A maioria eu vi subir pela primeira vez para o profissional, vivi com vários que estão aqui. O relacionamento é o mesmo, normal, eu numa função diferente. Se quando eu jogava do lado eu já era um cara que muitas vezes dizia não, enxergando na frente, como gerente ainda mais. Não muda nada até porque meu caráter é inegociável, minhas atitudes, princípios, isso que os jogadores enxergam. Palavras comovem, atitudes que arrastam”, disse, dando dicas de como se comportará com a nova função.