A bola seguirá rolando na Rússia nesta sexta-feira (15) e, completando a rodada do Grupo A, que teve a afintriã Rússia goleando a Arábia Saudita por 5 a 0, o Uruguai enfrentará o Egito, às 9h (Horário de Brasília).

Vilã do Brasil na edição de 1950, a Celeste tem um ex-jogador do Atlético como o que mais partidas fez pela equipe em todas as edições da competição futebolística mais importante do planeta.

O ex-goleiro Mazurkiewicz, que faleceu em 2013, entrou em campo pela seleção 13 vezes, nas Copas de 1966, 70 e 74. No Galo, onde chegou em 1972, fez 89 jogos. Foram 42 vitórias, 30 empates e 17 derrotas. Ele deixou o clube em 1974.

Filho de pais poloneses, Ladislao - o goleiro que levou o drible mais conhecido de Pelé - iniciou sua carreira pelo Peñarol e chegou a Minas Gerais no auge da carreira. Pela saída dos Carboneros, chegou a ser chamado de traidor pelos torcedores.

Quase melou

Integrando o elenco que contava com Dario, Lôla, Vantuir Galdino e outros jogadores importantes na história do alvinegro, Mazurkiewicz quase teve a contratação cancelada, devido ao "olho grande" dos empresários, que aumentaram os valores da transação e levaram à loucura o então presidente Nelson Campos. Além disso, os mineiros teriam que arcar com a dívida feita pelo ex-clube com o goleiro.

Para piorar a situação, o novo camisa 1 exigia que o Atlético arcasse com os custos de seu imposto de renda. Revoltado, Campos chegou a noticiar na imprensa que o negócio havia melado. Pressionado, mas empolgado com o desafio de atuar no país tupiniquim, o uruguaio voltou atrás e assinou contrato com as bases combinadas anteriormente.

Apesar de não ter levantado nenhum caneco com a camisa preta e branca, Mazurkiewicz entrou para a história do clube pelas grandes atuações. Figura lendária em seu país, ele é destaque no Museu do Estádio Centenário de Montevidéu.

 

(Com GaloDigital)