Se não fosse a chuva e a lama no gramado do Estádio Nicolás Leoz, o goleiro do Libertad, Rodrigo Munõz, daria pouco trabalho para a lavanderia do clube paraguaio. O Atlético, pela segunda vez seguida fora de casa, na Copa Libertadores, representou uma ameaça quase nula ao gol adversário. No Paraguai, apenas duas finalizações alvinegras foi em direção ao retângulo de área 17,8 m².

A primeira delas foi uma cobrança de falta de Romulo Otero ainda no primeiro tempo. O chute, ao contrário do que se costuma esperar do Venezuelano, não teve força e foi facilmente defendido por Muñoz. Velocidade ainda menor teve a tentativa de disparo do atacante Fred, já no segundo tempo, quando o camisa 9 recebeu na entrada da área, girou em um pequeno espaço e arriscou rasteiro, de perna direita. 

Ainda houve uma outra tentativa, que mal pode ser classificada como finalização. Rafael Moura dividiu com o goleiro uma bola que atravessou a pequena área do Libertad. O árbitro assinalou falta do atacante em Muñoz.

No primeiro jogo fora de casa, há mais de um mês, o Atlético estreava contra o Godoy Cruz em Mendoza. Empate em 1 a 1 graças a uma cobrança de pênalti do atacante Fred no segundo tempo, em mais uma atuação ruim do Galo em 2017. Naquele jogo, o chute do camisa 9 na marca da cal foi o único na direção do gol defendido por Rodrigo Ray.

"Hoje (Ontem) foi um jogo de impossibilidade de finalizar, em função do adversário e do campo pesado, que não sirva de desculpa, mas tenho que colocar essa variável na análise. O adversário lidou melhor com a situação do gramado", justificou Roger Machado.