Quatro títulos, dois vice-campeonatos, sete classificações para a Libertadores e cinco acessos. Com este retrospecto de resultados expressivos nas últimas cinco edições do Campeonato Brasileiro, o futebol mineiro inicia com certa desconfiança a disputa das quatro divisões da principal competição nacional em 2017.

Com nove representantes distribuídos em todas as séries, o Estado tem só uma vitória até o momento, ao passo que já acumula sete derrotas (veja a tabela abaixo). Neste ano, a missão das equipes de Minas Gerais é recuperar o prestígio e reverter a curva após uma temporada 2016 “salva” pelo título do Boa Esporte na Série C.

Série A

Na Primeira Divisão, os gigantes Atlético e Cruzeiro deixaram de figurar no topo depois de quatro anos. Vice em 2012 e 2015, o Galo ficou na quarta posição e “herdou” uma vaga direta na Libertadores graças à mudança no sistema de classificação. Já a bicampeã Raposa terminou apenas na 12ª colocação após ter passado boa parte das rodadas lutando contra o rebaixamento. Para piorar, o então campeão estadual América ficou na lanterna e não conseguiu escapar da degola.

Neste ano, além do técnico Roger Machado, o Atlético tem como principais novidades os volantes Elias e Adilson. Um obstáculo, porém, pode ser a atenção dividida com o torneio continental.

Já o Cruzeiro apostou na sequência de Mano Menezes e conta com o retorno do zagueiro Dedé após grave lesão. A base da equipe, contudo, foi mais modificada, com reforços como o lateral Diogo Barbosa, o volante Hudson, o meia Thiago Neves e o atacante Rafael Marques.

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Série B

Após o “bate-e-volta” em 2016, o Coelho busca um novo acesso à Série A com um time reformulado em relação ao grupo rebaixado na última edição. Continuam entre os titulares o goleiro João Ricardo, o lateral Ernandes e o volante Juninho. O técnico Enderson Moreira também foi mantido e ganhou peças novas como o zagueiro Rafael Lima, o volante Gustavo Blanco, o meia Gerson Magrão e o atacante Bill.

E o recém-chegado Boa Esporte disputa a Segundona com um time ainda mais remontado, agora sob comando do técnico Julinho Camargo. Dentre os campeões no ano passado, somente o volante Radamés e o atacante Rodolfo seguem no clube.

Série C

Vivendo uma “gangorra”, com dois acessos e duas quedas desde 2012, o Tupi aposta no técnico Ailton Ferraz, que comandou o time na reta final do Campeonato Mineiro, e nas chegadas de dez novos jogadores, dentre eles o zagueiro Patrick, o lateral-esquerdo João Guilherme e o atacante Luan, formados na base do Cruzeiro. Por outro lado, o clube perdeu o atacante Flávio Caça-Rato, principal contratação para o Estadual.

Já o Tombense, campeão da Série D em 2014, manteve o técnico Thiago Oliveira e também contratou várias peças para a disputa, com destaque para o meia Éwerton Maradona, 34, ex-Caldense.

Série D

Semifinalista estadual, a URT renovou com o técnico Rodrigo Santana e com o goleiro Juninho, destaques no Estadual. O clube, porém, perdeu diversas peças, entre eles o camisa 10 Cascata. Para repor a baixa, foi ao mercado e contratou Jajá, ex-Tupi.

O Villa Nova, por sua vez, manteve o técnico Ito Roque, mas perdeu a maior parte do grupo, como o goleiro Fernando Henrique, o meia Tchô e o zagueiro Gladstone. Em relação ao elenco do Campeonato Mineiro, ficaram sete remanescentes e foram contratados 16 reforços.

Por fim, a Caldense quase iniciou a competição sem ter um time para colocar em campo. Diretoria, atletas e comissão técnica entraram em atrito devido a promessas contratuais não cumpridas. Após uma reunião, no entanto, a situação foi contornada. Mesmo assim, o time perdeu também o atacante Cristiano.