A partir deste ponto, o Atlético só poderá minimizar o desastroso aproveitamento em casa, no Brasileirão, para não transformá-lo em um recorde negativo. Contra o São Paulo, amanhã, no Independência, o Galo terá nova chance de vencer diante da torcida. Algo tão raro que a campanha como mandante já está condenada a ser, no mínimo, a quarta pior da história do clube na Era dos Pontos Corridos. 

O técnico Oswaldo de Oliveira irá fazer a estreia individual no Horto. Situação pela qual anseia, pois ainda tem na retina a força exercida pelo time mineiro quando ele viveu a condição de visitante, dirigindo o Botafogo. “A minha lembrança do Independência, para o Galo, é muito positiva. Não acredito que isso (má fase em casa) perdure. Podemos, francamente, superar essa situação”, disse o treinador.

Em 13 jogos como mandante neste Brasileirão, o Atlético acumulou só 12 pontos. Apenas o Vitória tem um rendimento pior em casa. Atualmente, os 30,7% de aproveitamento no Independência ou Mineirão estão abaixo do recorde negativo do Galo na atual fórmula da competição, com 34,9%, em 2005, quando foi rebaixado.

Oswaldo terá seis partidas em casa para findar a campanha do Atlético. O cenário é tão ruim que, mesmo se vencer São Paulo, Chapecoense, Botafogo, Atlético-GO, Coritiba e Grêmio, o Galo somará no máximo 30 pontos, terminando com 52,6% de aproveitamento – este seria o quarto pior rendimento da história do clube no campeonato desde a edição 2003.

PIOR VISITANTE
Se o Atlético tem a segunda pior campanha como mandante, o São Paulo chega a Belo Horizonte em situação semelhante quando considerado o desempenho de longe de casa.

O Tricolor paulista é um dos piores visitantes do Brasileirão 2017, à frente apenas da Ponte Preta. Em 13 partidas, o time do técnico Dorival Junior e do centroavante Lucas Pratto venceu apenas duas vezes fora do Morumbi (contra Botafogo e Vitória, este na última rodada).

Campanhas de mandante do Galo no Brasileirão (2003-2016)
82,4% - 2012
77,1% - 2013
73,7% - 2016
71,9% - 2015
71,9% - 2014
63,7% - 2003 
61,4% - 2008
57,9% - 2011
56,1% - 2007
56,1% - 2009
52,2% - 2004
49,1% - 2010
34,9% - 2005