Foram 360 minutos, ou seis horas acumuladas sem o ataque do Atlético marcar um gol. Nas duas eliminatórias nas quais o Atlético foi eliminado - Copa Sul-Americana e Copa do Brasil - o torcedor alvinegro não conseguiu comemorar nenhuma bola na rede.

Diante do San Lorenzo, pela primeira fase da Sul-Americana, derrota de 1 a 0 no Nuevo Gasómetro na ida, e empate sem gols no Novo Independência na volta. O Galo deixou a competição internacional poupando titulares no segundo confronto, e reclamando de pênalti não marcado no Horto - Coloccini colocou a bola na mão - além de ter sofrido gol impedido na Argentina.

Na Copa do Brasil, classificado para as oitavas de final depois de encarar quatro fases do torneio - e marcar 13 gols em quatro jogos, o Galo foi derrubado pelo sistema defensivo da Chapecoense. Com Jandrei, Thyere, Douglas, Apodi e Bruno Pacheco, além de quatro volantes na ida e três na volta, a Chape eliminou o Atlético nos pênaltis.

0 a 0 em Belo Horizonte no jogo de ida, 0 a 0 em Chapecó no jogo de volta. Rede balançada apenas na disputa da marca da cal. A Chape só vacilou com Bruno Pacheco, já o Galo errou justamente com os dois jogadores de melhor mira em 2018 - Róger Guedes, que tem 8 gols na temporada, isolou; Ricardo Oliveira, com 11 no ano, chutou fraco para Jandrei defender. 

1/4 DE NULIDADE
Na noite de quarta-feira, o Atlético completou o 31º jogo oficial da temporada, sendo o 25º do técnico (ainda interino) Thiago Larghi. Ao todo foram oito jogos em que o Galo passou em branco, o que representa 25,8% de nulidade do ataque, que fica sem marcar gols em uma partida a cada quatro realizadas em 2018.

Os oito jogos sem marcar gols do Galo - (0x0 contra o Boa, 0x1 pro Villa Nova, 0x1 pro Cruzeiro, 0x2 pro Cruzeiro, 0x1 pro San Lorenzo, 0x0 pra Chape, 0x0 pro San Lorenzo e 0x0 pra Chape)