Mamonas Assassinas, Ayrton Senna, tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira, ICQ, internet discada, Elifoot II... Tais elementos, que marcaram época na década de 1990, não fizeram parte da infância dos novos protagonistas da Copa São Paulo Sub-19, que entram em campo a partir desta terça-feira (3) em busca do troféu da competição de base mais famosa do país.

Alimentando o sonho de em breve figurar nas respectivas equipes principais, jogadores de América, Araxá, Atlético e Cruzeiro representarão Minas Gerais no torneio que reúne outras 124 equipes dos quatro cantos do Brasil.

Como o regulamento limita a disputa a atletas nascidos entre 1998 – ano das mortes de Tim Maia e Frank Sinatra – e 2002, Galo e Raposa não contarão com vários jogadores que brilharam nos respectivos times Sub-20 em 2017.

A equipe celeste, comandado por Emerson Ávila, levantou os canecos do Campeonato Brasileiro e da Supercopa, garantindo uma vaga na próxima Libertadores da categoria. Já a alvinegra, dirigida por Ricardo Resende, conquistou a Copa do Brasil e o Mineiro.

“Dos cinco atletas que estouraram a idade (Thonny Anderson, Jonata, Vitinho, Nickson e Eduardo), quatro eram titulares. Isso descaracteriza, mas abre espaço para outros jovens de qualidade”, comenta Ávila. “Não teremos um time com a maturidade de 2017, mas esperamos fazer uma boa competição”, conclui.

Já Resende não terá o meia-atacante Daniel Penha, lesionado, nem o zagueiro e capitão Nathan, que “estourou” a idade. O treinador também destaca a importância da competição nacional para o surgimento de novos nomes.

“A Copa São Paulo é um torneio muito tradicional, um celeiro de atletas, e a expectativa é representar bem o Atlético. É um ciclo novo, vários atletas da categoria Sub-17 estão subindo e integrando o nosso grupo, que já tem muitos jogadores talentosos”, avalia o comandante atleticano.

“Estamos fazendo uma boa preparação e esperamos fazer uma grande competição e, quem sabe, revelar alguns atletas para o profissional”, finaliza.

Cruzeiro América Copa São Paulo Copinha

Cruzeiro e América têm um título cada na Copa São Paulo; Raposa ergueu taça em 2007, e Coelho, em 1996

América e Araxá

Outro representante de Minas Gerais, o América também alimenta a esperança de ir longe na competição. O técnico Fred Pacheco acredita que o diferencial do time alviverde é a experiência que o grupo já adquiriu na Copinha.

“Nossa preparação começou no meio de novembro e foi muito boa. Temos um grupo bem maduro e experimentado. Cerca de metade do nosso elenco é de 1998 e, com isso, esses jogadores farão a última Copa São Paulo”, comenta o treinador do Coelho.

Uma das promessas do América é o meia-atacante Kassinho, que estava no time sub-17. O jogador destaca a união do grupo para o Coelho ser uma força surpresa no torneio e, quem sabe, repetir ou até mesmo superar a campanha de 2016, quando foi um dos quatro semifinalistas.

"Preparação vem sendo muito forte, trabalhos intensos. O grupo está unido, fechado e trabalha junto. Comissão também, e cada vez ficamos mais confiantes. Fizemos bons jogos amistosos, que nos levam almejar coisas grandes nesta Taça São Paulo", disse.

Já o Araxá, classificado por ter sido o vice-campeão estadual da categoria, pretende ser “vitrine” e fazer caixa com seus destaques. O time treina desde 27 de novembro sob o comando de Charles Guerreiro.