Enquanto as principais estrelas da ginástica artística brasileira disputavam medalhas contra os melhores do planeta no Mundial de Montreal (Canadá), encerrado neste domingo (8), o país via despontarem novos talentos da modalidade nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, em Santiago (Chile).

Entre as revelações estão Lucas Eduardo Costa e Mateus Camilo Neves, ambos atletas das categorias de base do Minas Tênis Clube. Os dois conquistaram o ouro com a Seleção Brasileira Masculina na disputa por equipes, e Lucas ainda subiu outras três vezes ao pódio, em primeiro, segundo e terceiro lugar – nas finais individuais das argolas, das barras paralelas e do solo, respectivamente.

“A equipe competiu com poucas falhas. O trabalho está sendo muito bem feito, e esses resultados foram um reconhecimento. Os atletas se empenharam muito nos treinos, todos se ajudaram, e o Brasil realmente se destacou”, avaliou o técnico Pietro Leddomado, também do Minas, responsável pela Seleção no torneio destinado a atletas de 14 a 17 anos, disputado até a última sexta-feira.

No naipe feminino, a Seleção Brasileira ficou com a medalha de prata na disputa por equipes no Chile. O país conquistou ao todo 18 medalhas na modalidade durante a competição juvenil.

Mundial

Na primeira competição oficial adulta deste novo ciclo, o Brasil ficou sem medalha, mas foi a quatro finais e festejou o surgimento de uma grande promessa. A estreante Thaís Fidelis, de apenas 16 anos, obteve o melhor resultado do país com o quarto lugar no solo, além do 24º no individual geral feminino. O campeão mundial e olímpico Arthur Zanetti terminou em sétimo nas argolas, e Caio Souza fechou o individual geral masculino em 15º.

Em ascensão

A ginástica artística brasileira já conquistou quatro medalhas na história das Olimpíadas. Arthur Zanetti faturou o único ouro em Londres-2012, nas argolas, e retornou ao pódio no Rio, com a prata no mesmo aparelho. Também no ano passado, Diego Hypólito ficou com a segunda colocação, e Arthur Nory, com a terceira, ambos no solo.

Ainda nos Jogos de 2016, a Seleção Brasileira alcançou as vagas nas duas finais por equipes, consolidando a melhor participação da história do país. Entre os homens, Zanetti, Hypolito, Nory, Francisco Barretto e Sérgio Sasaki conseguiram o feito inédito e terminaram no sexto lugar geral. E, entre as mulheres, Daniele Hypolito, Jade Barbosa, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira e Rebeca Andrade repetiram a campanha de Pequim-2008, com a oitava colocação.