Com uma estratégia bem-sucedida, o inglês Lewis Hamilton superou o alemão Sebastian Vettel neste domingo (14) e venceu o GP da Espanha de Fórmula 1, no circuito de Montmeló, nos arredores de Barcelona. O piloto da Mercedes exibiu melhor escolha em sua tática de pneus e, apesar da fraca largada, faturou a segunda vitória do ano. Vettel terminou e segundo e o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull, completou o pódio. Felipe Massa foi apenas o 13º colocado.

No exigente circuito catalão, Hamilton mostrou fôlego e tomou melhores decisões para voltar a vencer, após ser superado por Vettel e pelo finlandês Valtteri Bottas, seu companheiro de Mercedes, nas últimas etapas. A sequência de pneus utilizada, terminando com os macios, foi determinante para o novo triunfo.

Com sua 55ª vitória na F-1, Hamilton reduziu a vantagem de Vettel na liderança do Mundial de Pilotos. O alemão soma 104 pontos, contra 98 do tricampeão.

Os pilotos da Fórmula 1 voltam à pista daqui a duas semanas para a disputa do tradicional GP de Mônaco, pelas ruas de Montecarlo, no dia 28.

A CORRIDA - Depois do treino de sábado, Hamilton afirmara que poderia ter dificuldade para conter Vettel na largada. Neste domingo, o alemão justificou a preocupação ao ultrapassar o inglês antes da primeira curva numa largada tumultuada no pelotão intermediário. Uma disputa entre Bottas, Raikkonen e Verstappen abreviou a corrida dos dois últimos e quase causou forte batida logo na primeira curva.

Os três disputavam as primeiras posições quando dividiram a pista. Somente Bottas saiu imune do choque de roda com roda. Raikkonen e Verstappen saíram da pista e, quando voltaram, quase acertaram outros pilotos. Acabaram deixando a corrida na sequência. Logo atrás, Massa e Alonso também se tocaram e ambos ficaram no prejuízo.

O brasileiro teve um dos pneus furado. Ao fazer uma parada inesperada para trocar o composto, caiu para o pelotão do fundo. Alonso, que largou de um surpreendente 7º lugar, saiu da pista e também perdeu posições importantes. O choque restringiu a corrida da dupla a uma briga pelas últimas colocações. Somente três pilotos cruzaram a linha de chegada atrás deles.

Na ponta, Vettel e Hamilton fizeram uma briga de estratégia e velocidade até a última volta. Na condição de coadjuvante, Bottas não chegou a sonhar com a vitória. O vencedor da última prova acabou ofuscado pela primeira disputa direta entre o alemão e o inglês.

O duelo tático esquentou a partir da 15ª volta, quando Vettel colocou pneus macios. Hamilton assumiu a liderança e o alemão caiu para terceiro. Eles se revezavam também na disputa pelo melhor tempo da prova.

Sete voltas depois, foi a vez de Hamilton trocar os pneus: voltou para a pista com os médios, mais resistentes. Vettel chegou a fazer breve duelo com Bottas para assumir a ponta e voltou a liderar na 25ª volta. Na sequência, Hamilton também passou o finlandês.

Vettel aumentou a vantagem sobre Hamilton na 36ª volta, quando o inglês parou pela segunda vez, para colocar pneus macios. O alemão partiu para os boxes logo em seguida e calçou pneus médios. A diferença entre as opções de compostos da Pirelli seria decisiva para a definição da prova.

Foi nesse momento que a disputa ganhou em emoção. Ao voltar para a pista, Vettel se encontrou com Hamilton. Ambos se tocaram e o inglês até saiu rapidamente da pista. Insistente, o alemão assegurou a primeira colocação.

Hamilton, no entanto, melhorou seu rendimento com os pneus macios, mais velozes, e foi para cima. Na 44ª volta, passou Vettel e começou a abrir vantagem diante do rival que tinha compostos mais lentos, porém mais resistentes. Bottas já estava fora da briga porque abandonara no 39º giro, em razão de problemas no motor.

Enquanto Hamilton apostava na velocidade dos macios, Vettel mirada o eventual maior desgate dos compostos do rival. Mas o inglês sofreu pouco com a degradação e aumentou a vantagem, até cruzar a linha de chegada em primeiro, com 3 segundos e meio de frente diante do alemão.

No fundão, em uma corrida discreta, Massa cruzou a linha de chegada em 13º, após fazer três paradas, uma delas inesperada, no início da prova. O brasileiro só se destacou na prova ao fazer boa ultrapassagem por Vandoorne, que chegou a sair da pista e causou o acionamento do safety car virtual, sem maiores consequências.

Alonso, por sua vez, não empolgou a torcida, como era esperado, depois de grande exibição no treino classificatório. O piloto da casa, no embalo do melhor resultado da McLaren no ano em um sábado, não conseguiu entrar na cobiçada zona de pontuação. Foi apenas o 12º. Ainda assim, foi seu melhor resultado no ano - não conseguira completar as quarto provas anteriores.


Confira a classificação final do GP da Espanha:

1º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 66 Voltas em 1h36min14s
2º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 3s490
3º - Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull), a 1min15s820
4º - Sergio Pérez (MEX/Force India), a 1 volta
5º - Esteban Ocon (FRA/Force India), a 1 volta
6º - Nico Hülkenberg (ALE/Renault), a 1 volta
7º - Carlos Sainz Jr (ESP/Toro Rosso), a 1 volta
8º - Pascal Wehrlein (ALE/Sauber), a 1 volta
9º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 1 volta
10º - Romain Grosjean (FRA/Haas), a 1 volta
11º - Marcus Ericsson (SUE/Sauber), a 1 volta
12º - Fernando Alonso (ESP/Mclaren), a 2 voltas
13º - Felipe Massa (BRA/Williams), a 2 voltas
14º - Kevin Magnussen (DIN/Haas), a 2 voltas
15º - Jolyon Palmer (ING/Renault), a 2 voltas
16º - Lance Stroll (CAN/Williams), a 2 voltas

Não completaram a prova:
Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
Max Verstappen (HOL/Red Bull)
Stoffel Vandoorne (BEL/McLaren)
Valtteri Bottas (FIN/Mercedes)