A voz rouca característica e o bordão “não confirmo, nem desminto” estavam silenciados nos últimos oito meses. Mas voltaram em 2017 à Cidade do Galo e foram até recebidos com palmas. A longa cabeleira rastafári, o sorriso largo e o sotaque gaúcho também retornaram à Toca da Raposa II, agora não com chuteiras, mas sim com o computador e o telefone celular ligados e preparados para “resgatar o DNA vencedor”.

No caso de Eduardo Maluf, diretor de futebol do Atlético desde 2011, o retorno foi digno de aplausos na primeira coletiva dele, no sábado (7). Maluf ficou afastado das funções no ano passado para tratar de um câncer de estômago e recebeu a liberação médica para retornar, mas ainda realiza um tratamento “de manutenção” contra a doença.

De volta à ativa, o dirigente continua em busca de reforços para o meio de campo e em constante contato com empresários. Foi ele quem negociou com Gabriel (ex-Palmeiras, a caminho do Corinthians) e Arouca, que ainda espera a liberação do Verdão. E participou também das contratações de Felipe Santana e Danilo Barcelos.

“Não vou voltar ao ‘Maluf 100%’, nem quero. Mas estarei todos os dias aqui, acompanhando os jogos, chamando a responsabilidade para mim e decidindo o que precisar”, disse.

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Já no Cruzeiro, Paulo César Tinga assume o primeiro desafio como gestor após uma carreira exemplar e um currículo invejável, cheio de títulos por onde passou. Enquanto a Raposa não define o sucessor de Thiago Scuro no cargo de diretor – Klauss Câmara, coordenador das categorias de base, é o mais cotado –, o ex-jogador aparece como nova figura estratégica nos diálogos entre a cúpula celeste e o elenco.

“Qualquer pessoa que ingresse no futebol sabe da cobrança. Uma coisa que me atrai é ter objetivos. Futebol é pautado por isso, e a pressão é natural. Quem joga, quem conhece o DNA tem que se acostumar com isso”, afirmou o bicam-peão brasileiro pelo clube.

Reformulação total

No América, a gestão está a cargo do diretor Ricardo Drubscky, contratado ainda no fim de 2016. Após seis anos consecutivos atuando como treinador, ele voltou ao clube alviverde com a missão de reestruturar o departamento de futebol, tendo como principal meta o retorno do Coelho à Série A, e participou ativamente da reformulação do elenco.

“Está sendo um trabalho bem mais criterioso. Sem dúvida, a limitação financeira impede um trabalho um pouco mais arrojado, mas não quero vender ao torcedor a ideia de que estaremos em prejuízo. Acredito que teremos uma equipe boa, competitiva, apesar das dificuldades”, avaliou.