O Cruzeiro carrega uma responsabilidade dobrada no jogo de domingo, contra o Flamengo, às 16h, no Mineirão, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de tentar subir na classificação, o que significa se manter no G-6, grupo que garante vaga na Copa Libertadores do ano que vem, o time de Mano Menezes tem a “obrigação” de fazer a Raposa decolar também no que se refere a público e renda nesta edição da Série A.

Pelo quinto ano consecutivo usando o novo Mineirão como sua casa nas partidas em que atua como mandante no Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro praticamente pagou para jogar nos seis jogos que disputou em Belo Horizonte.

A comparação com os números alcançados pelo clube nas últimas quatro edições mostra o tamanho do prejuízo cruzeirense.

E, se em 2013, quando tudo colaborava, pois a crise financeira ainda não tinha entrado em campo e o Cruzeiro foi campeão brasileiro (quebrando um jejum de dez anos), o clube teve mais de 32 mil pagantes de média nas 15 partidas disputadas no Mineirão, este ano o número é quase três vezes menor, pois está pouco acima dos 11 mil torcedores.

“Se fosse só pelo desempenho do time, o percentual de sócios dentro do estádio não cairia. Portanto, além do desempenho técnico, o fator econômico tem sido um ponto muito importante para essa redução de público e renda”, explica o diretor de marketing do Cruzeiro, Marcone Barbosa.

E sua fala é baseada em números. Nas temporadas de 2015 e 2016, por exemplo, o percentual de sócios- torcedores nos jogos no Mineirão – , e esse levantamento considera todas as competições –, era próximo a 80%. Este ano, despencou para pouco menos de 50%.

Arrecadação

E o problema do Cruzeiro não é apenas a baixa presença de público. O que afeta diretamente as finanças do clube é o fato de que o ticket médio também caiu de forma drástica, o que, de certa forma, faz o prejuízo ser “dobrado”.

No Campeonato Brasileiro de 2013, cada um dos 493.350 torcedores que foram ao Mineirão ver os jogos da campanha vitoriosa do Cruzeiro, deixou na bilheteria, em média, R$ 53,26.

Este ano, os 71.460 pagantes que a Raposa acumula em seus seis jogos pela Série A, no Gigante da Pampulha, pagaram, em média, R$ 20,47.
Essa queda tão acentuada no preço médio do ingresso faz com que um recurso usado em 2015 e 2016 seja inviável.

“Em 2015 e 2016, o clube lançou mão de preços promocionais para atrair o torcedor. Este ano não temos condições de fazer isso. Pode-se dizer que o Cruzeiro está praticamente no limite do valor do ingresso. E tem sócio com direito de comprar mais uma entrada e não compra as duas. Não tem fila na bilheteria, não tem tumulto. Tem ingresso barato sobrando”, revela Marcone Barbosa.

Interferências

Para o dirigente cruzeirense, o público dos jogos sofre duas interferências bem importantes, que são o preço do ingresso e o grau de atração do espetáculo, vindo depois horário e condições climáticas, por exemplo. Mas mesmo com esses componentes, o Cruzeiro não alcançou sucesso na tarefa de levar bons públicos ao Mineirão neste Brasileirão.

“Cruzeiro e Palmeiras jogaram às 16h, de um domingo, com ingressos a partir de R$ 10, e mesmo assim o público não foi o esperado (pouco mais de 15 mil pagantes). Tem algo mais do que o time. A crise econômica está afetando muito”, garante Marcone.

Agora, com as duas vitórias seguidas do time de Mano Menezes, ele espera que o Mineirão receba domingo entre 30 e 40 mil torcedores. “A perspectiva é boa. É um cenário que direciona para um bom público. Pode ser o jogo para sair do vermelho e entrar no azul. E será um termômetro para a gente avaliar, pois tem todos os elementos para impulsionar a presença do público. Domingo, no melhor horário e com os dois times brigando na parte de cima da tabela”, finaliza Marcone.

Além disso:

Mais de 20 mil sócios-torcedores do Cruzeiro já garantiram presença no jogo com o Flamengo, neste domingo, às 16h, no Mineirão. A expectativa da diretoria celeste é que o público do confronto, válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, atinja os 40 mil presentes. Diante da equipe carioca a Raposa busca um feito inédito no Brasileirão: a terceira vitória consecutiva na competição. Após vencer Palmeiras e Atlético-PR, duas equipes que disputam as oitavas de final da Copa Libertadores, o time de Mano Menezes, se bater o rubro-negro, firmará ainda mais o pé no G-6. 
A venda de ingressos para o duelo começou na segunda-feira, com os sócios tendo privilégio de compra antecipada. Hoje serão vendidos nas bilheterias do Mineirão e no ginásio do Barro Preto as entradas para o torcedor comum. O preço dos tíquetes varia entre R$ 10 e R$ 100. 

Saiba onde e em que horário comprar ingressos:

Ginásio do Barro Preto:
Sexta-feira (14/07): 10h às 17h
Sábado (15/07): 10h às 16h
Domingo (16/07): FECHADO
Bilheteria Sul do Mineirão:
Sexta-feira (14/07): 10h às 17h
Sábado (15/07): 10h às 17h
Domingo (16/07): 10h às 17h
Bilheteria Norte do Mineirão (visitante):
Domingo (16/07): 10h às 17