A Seleção Brasileira de Judô contou com os golpes de um atleta do time Belo Dente/Minas Tênis Clube para avançar às finais e conquistar a medalha de prata na inédita disputa por equipes mistas no Campeonato Mundial da categoria. A prova entrará no programa olímpico a partir dos Jogos de Tóquio-2020.

Eduardo Bettoni, 27, está em sua segunda passagem pelo clube da Rua da Bahia. Ele havia lutado pelo Minas de 2008 a 2010 e voltou dois anos depois, após ter defendido o Pinheiros-SP. 

Bettoni foi convocado para o Mundial de Budapeste (Hungria) como substituto do lesionado Tiago Camilo, justamente para completar a Seleção mista na nova competição coletiva.

O peso-médio (até 90 kg) representou o Brasil no tatame na fase oitavas de final, contra a Polônia. Ele superou Piotr Kuczera (medalhista de bronze no Campeonato Europeu de 2016) e ajudou a Seleção a vencer o confronto por 5 a 1.

Antes, a principal conquista de Bettoni era a medalha de bronze pela equipe masculina no Mundial de 2012. Ele também havia subido no terceiro lugar do pódio no Campeonato Pan-Americano daquele ano, na disputa individual até 90 kg.

Nas provas individuais do Mundial 2017, os também minastenistas Ketleyn Quadros (63 kg) e Luciano Corrêa (100 kg) perderam na repescagem e na primeira rodada, respectivamente.

Campanha brasileira

Na decisão da prova por equipes mistas, o Brasil foi superado pelo Japão, pelo placar de 6 a 0. Com o pódio inédito, a Seleção encerrou a participação no Mundial com um ouro, duas pratas e dois bronzes. Trata-se, assim, da melhor participação do país nas edições da competição disputadas fora de casa.

Embalada pela boa campanha no individual, o time brasileiro passou por Polônia (5 a 1), Canadá (5 a 1) e Rússia (4 a 2), antes de sucumbir diante dos japoneses na grande decisão.

Além de Eduardo Bettoni, defenderam a Seleção Brasileira Mista os judocas Rafaela Silva (57 kg), Maria Portela (70 kg), Maria Suelen Altheman (+78 kg), Marcelo Contini e Eduardo Katsuhiro (73 kg), Victor Penalber (81 kg), David Moura e Rafael Silva (+100 kg).

Nas competições individuais, o Brasil já havia conquistado uma medalha de ouro, com Mayra Aguiar (78 kg), uma prata, com David Moura, e dois bronzes, com Rafael Silva e Érika Miranda (52 kg).

Com Agência Estado

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