Honrar os vencimentos e investir na profissionalização é a receita que Betinense e Patrocinense, atuais líderes dos grupos A e B do Módulo II, aplicam para chegarem à Primeira Divisão do Campeonato Mineiro e não correr riscos de rebaixamento em 2018.

Invicta na competição, a equipe de Patrocínio, no Triângulo Mineiro, é formada basicamente por atletas de Goiás, São Paulo e Minas. 

Com 21 pontos na tabela, o time está matematicamente classificado para o hexagonal final da competição e já busca outros quatro ou cinco novos atletas no mercado da bola. 

“Nosso sucesso vem da motivação dada aos jogadores. Temos um planejamento feito e a parte financeira em dia”, conta o presidente Maurício da Cunha.

Ainda segundo o dirigente, o gasto mensal da Patrocinense é de R$ 100 mil. Nele, estão incluídas as despesas com transporte, alimentação, viagens, hospedagem e salários do grupo.

“Temos 180 sócios que colaboram com R$ 100 por mês. Além disso, contamos com o dinheiro dos seis patrocinadores da camisa e das 38 placas que utilizamos ao redor do gramado”, conta Cunha.

Projeto arrojado

Assim como o time de Patrocínio, o Betinense se destaca como sensação do Módulo II. Na liderança do Grupo A, com 20 pontos, o time de amarelo e preto cumpre tabela e já mira a próxima fase do Estadual.

“Trabalho, trabalho e trabalho. Esta é a nossa receita. Viajamos nos melhores ônibus e nos hospedamos nos melhores hotéis”, relata o presidente Júnior André dos Santos. “Além disso, mantemos os salários religiosamente em dia e damos uma boa estrutura aos jogadores”, acrescenta.

Com folha salarial de R$ 50 mil, o clube de Betim conta com auxílio de empresas e até com o dinheiro do próprio presidente para não sair dos trilhos.

Possuindo Centro de Treinamento e três apartamentos para atletas de fora do estado, o clube espera que, chegando à elite em 2018, ganhe da prefeitura o prometido estádio; considerado a cereja do bolo.

Mandando as partidas na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, o clube deve anunciar até amanhã a mudança de mando para a Arena do Calçado, em Nova Serrana.

Como o laudo de Engenharia do estádio de Sete Lagoas não foi apresentado a tempo à Federação, o Betinense foi obrigado a atuar sempre com portões fechados na primeira fase.

Para o hexagonal, o presidente promete também, dar ao grupo premiação de R$ 10 mil por vitória.