]Na natureza, o Gavião Carcará, ave de rapina da família dos falconídeos, passa a maior parte do tempo com as patas no chão, mesmo sendo um exímio voador e planador. Imitando as características do animal, que tem como mascote, o Tombense enxerga os últimos colocados do Mineiro do alto da tabela, mas segue cauteloso para não cair na armadilha da temida zona de rebaixamento.

Com 10 pontos em 18 disputados, o time da Zona da Mata é o único do interior a figurar entre os quatro melhores do Estadual. Porém, com o troca-troca constante de posições, a meta da equipe comandada pelo técnico Raul Cabral continua sendo a permanência no Módulo I em 2018.

“Estamos traçando objetivos jogo a jogo. Não adianta pensar lá na frente, em classificação, e deixar passar outras situações”, disse o treinador ao Globoesporte.com.

“No ano passado, o time teve um campeonato difícil, de briga contra o rebaixamento. Estamos no momento de conseguir a pontuação para não correr riscos” acrescentou.
Ainda de acordo com Cabral, assim que a equipe atingir a pontuação necessária para ver de longe o Módulo II, será a hora de pensar em repetir o feito de 2015 e se classificar para as semifinais.

Com 56% de aproveitamento no Estadual, a equipe de Tombos volta a campo neste sábado, quando receberá a Caldense no estádio Almeidão. O duelo está marcado para as 16h.

Para embalar

Vindo de vitória em casa (derrotou o Democrata-GV por 2 a 0, no último sábado, o Gavião terá pela frente uma Veterana que até agora não conseguiu embalar na competição.

Cabe lembrar que, nas duas primeiras partidas que fez como mandante, o Tombense atuou no Soares de Azevedo, em Muriaé. Nos duelos, o time de Tombos foi derrotado pelo Atlético, por 3 a 0, e não saiu de um empate sem gols com o Tricordiano.

Embora o discurso de “pés no chão” predomine no clube, sonhar com a próxima fase não é um desejo distante. Com sete pontos a mais que o Democrata, penúltimo colocado, cabe ao Tombense se distanciar de Uberlândia e URT, ambos com nove pontos.

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