Não é exagero dizer que a natação brasileira vive novos tempos. Com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) agora sob o comando de Miguel Cagnoni, que chegou propondo transparência e participação de clubes e atletas, depois da questionada era Coaracy Nunes, chegou a hora de mais um Troféu Maria Lenk.

A competição, de amanhã a sábado no parque aquático que também leva o nome da pioneira atleta, no Rio (palco das provas da última Olimpíada), tem status de Brasileiro Absoluto.

E, numa tentativa de retomar a tradição, volta a ser chamada também de Troféu Brasil, reunindo os principais clubes e atletas do país, além dos estrangeiros convidados pelas equipes.

Tradicional força da modalidade, o Minas Tênis contará com um time de 47 atletas, muitos ainda com idade de júniores, lutando pelo título coletivo mas, também, por vagas no Pan-Pacífico, nos Jogos Olímpicos da Juventude (em Buenos Aires) e no Sul-Americano.

À frente do grupo, o técnico Sérgio Marques encara a disputa com otimismo, embora afirme que o primeiro objetivo será assegurar o segundo lugar. “O Pinheiros é mais uma vez o favorito. Mas temos uma equipe muito competitiva e homogênea e, se eles derem chance, queremos aproveitar”, explica o paulista.

Antes do embarque, ele fez questão de comandar um treino aberto ao público e aos alunos das escolinhas do clube da Rua da Bahia. “É importante aproximar a meninada dos ídolos, de quem hoje é espelho, assim como aproveitar toda a energia positiva que eles nos passam”, destaca.

Numa competição como o Troféu Brasil, é fundamental somar pontos em todas as provas, o que divide a responsabilidade entre os mais experientes, os novatos e quem ainda não compete como adulto. E candidatos a fazer bonito não faltam. O evento marca a estreia, pelo Minas, de Bruno Fratus, sexto nos 50m livre nos Jogos do Rio e quarto em Londres-2012.

Além dele, Henrique Martins, Felipe Lima, Kaio Márcio e Miguel Valente são as principais esperanças de medalhas. Mas atletas como Giovanny Lima, Vinícius Lanza e Gabriel Fantoni, atualmente treinando nos EUA, também pedem passagem.

Seletiva
A sistemática de classificação para Tóquio é outra que muda. Em vez do prazo para conseguir os índices estabelecidos pela CBDA, a formação da equipe será definida em uma seletiva única, já em 2020, tal como ocorre nos Estados Unidos.