O elenco mais badalado do Brasil tem um grande problema e justamente no setor mais estratégico da equipe. Ainda em busca de seu armador ideal, o Palmeiras encara o Junior Barranquilla nesta quarta-feira (16), às 21h45 (de Brasília), no Allianz Parque, pela última rodada da fase de grupos da Copa Libertadores.

Aposta da diretoria na temporada para fazer a engrenagem funcionar, Lucas Lima será poupado pelo técnico Roger Machado, que deverá escalar um time mista. A bola da vez será o venezuelano Guerra.

Há duas questões envolvidas nesta substituição. A primeira diz respeito a quem segue devendo futebol. Contratado do Santos, o titular da armação alviverde foi a peça mais testada na função: participou de 26 das 29 apresentações palmeirenses em 2018. Mas sua ausência nesta noite não deixará tanta saudade.

Se o início parecia promissor com o gol marcado logo na estreia, diante do Santo André, a sequência foi frustrante e já provocou até vaias em algumas partidas no estádio do clube. Além de estar aquém do que demonstrou nos bons tempos na Vila Belmiro, Lucas Lima tem sumido especialmente dos jogos decisivos, como o clássico contra o Corinthians, no último domingo, quando acabou substituído justamente por Guerra. E é aí que entra a segunda questão.

As sombras ao camisa 20 são grandes o suficiente para incomodá-lo. Porém, vêm levando azar justamente no momento em que parecem próximas de ofuscá-lo de vez. O próprio Guerra, que participou de 14 jogos no ano, vinha em ascensão no elenco até sofrer uma lesão no quadril em disputa de bola com Michel Bastos durante um treino. Ficou cinco jogos afastado e voltou a ser relacionado apenas diante do América-MG, na semana passada.

"Eu também faço a mesma pergunta: por que quando estou bem eu me machuco ou acontece algo? É azar, é futebol. É assim. Você não quer se machucar. Tenho de aceitar, porque isso passa por alguma coisa", filosofou o camisa 18.

Quem também esteve perto de ganhar a posição no time foi Moisés, opção de Roger em 17 ocasiões, sendo a última contra o Atlético-PR, há dez dias, quando começou na formação titular. Durou sete minutos em campo. Sofreu um estiramento muscular na coxa esquerda e só deve voltar aos campos depois da Copa do Mundo da Rússia.

Uma terceira via seria Hyoran, meia que o Palmeiras trouxe da Chapecoense no ano passado, mas jogou pouco até aqui - seis vezes em 2017 e três neste ano. Porém, o jovem de 24 anos não parece ainda, até pela pouca experiência, ser a melhor opção para liderar o estrelado time palmeirense.

Assim, Lucas Lima vai ficando. E a paciência do torcedor com a equipe, diminuindo. Passado quase um semestre, o relógio será cada vez mais implacável para o Palmeiras.