Principal palco do basquete mundial e maior fonte de jogadores para a Seleção Brasileira Masculina na última Olimpíada, a NBA (Liga Profissional Norte-Americana) inicia a temporada 2017/18, nesta terça-feira (17), com seis atletas do país.

A novidade é o armador Georginho de Paula, de 21 anos. Formado no Pinheiros, ele se destacou pelo Paulistano na campanha do vice-campeonato no último NBB (Novo Basquete Brasil) e foi contratado pelo Houston Rockets, tornando-se o 19º brasileiro da história do torneio.

No time do Texas, Georginho jogará ao lado do experiente Nenê Hilário. Grande nome do Brasil nesta edição, o pivô de 35 anos fará a 16ª participação individual na competição.

Outra dobradinha tupiniquim poderá ser vista no Toronto Raptors, pois o ala Bruno Caboclo, 22, e o pivô Lucas “Bebê” Nogueira, 25, continuarão defendendo a equipe canadense, integrada à Conferência Leste.

Com média de 25 anos, Brasil do técnico interino Cesar Guidetti foi eliminado na fase de grupos da Copa América, após vitória sobre Colômbia e derrotas para México e Porto Rico

Revelados no Minas Tênis Clube, os mineiros Raulzinho Neto e Cristiano Felício, ambos de 25 anos, completam a lista. O armador belo-horizontino e o pivô pouso-alegrense farão a terceira temporada pelo Utah Jazz e pelo Chicago Bulls, respectivamente.

ADEUS E ESPERA
O número de representantes do país na NBA caiu um terço em relação ao das duas edições anteriores, nas quais nove brasileiros estabeleceram os recordes nacionais na competição.

O armador Marcelinho Huertas, 34 (ex-Los Angeles Lakers) foi dispensado após troca com os Rockets e, nesta temporada, estará de volta ao Campeonato Espanhol, agora defendendo o Saski Baskonia.

O ala Leandrinho, 34 (ex-Phoenix Suns), e os pivôs Anderson Varejão, 35 (ex-Golden State Warriors), e Tiago Splitter, 32 (ex-Philadelphia 76ers), não renovaram os contratos e ainda esperam propostas.

SELEÇÃO EM CRISE
Cinco atletas da NBA formaram a base da Seleção na Rio-2016 (Marcelinho, Raulzinho, Leandrinho, Varejão e Nenê). A convocação teve ainda quatro jogadores em atividade no Brasil e mais três na Espanha.

Apesar da boa representatividade no maior palco do mundo, o basquete nacional protagonizou mais um vexame ao cair na primeira fase, consolidando a pior crise de sua história dentro e fora das quadras.

A reconstrução para os próximos Jogos será árdua. Com Georginho, Caboclo e apenas um remanescente da última Olimpíada – o pivô Rafael Hettsheimeir, 31 (ex-Bauru, hoje no Atenas Córdoba-ARG) –, o Brasil foi eliminado na Copa América 2017, novamente na fase de classificação.

O resultado obtido pelo time do técnico interino Cesar Guidetti – com média de idade de apenas 25 anos –, deixa o país pela primeira vez fora do Pan-Americano, em Lima-2019.