A principal novidade do Campeonato Mineiro nesta edição 2018 foi o aumento de quatro para oito no número de equipes classificadas após a disputa da primeira fase. 

Imposta pelos nove clubes do interior, a mudança de fórmula já faz sentido com apenas cinco rodadas disputadas, pois o Estadual tem, neste momento, as suas primeiras colocações ocupadas justamente pelos grandes da capital. E os três já carregam mais de 90% de chances de garantir uma das vagas nas quartas de final.

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Com base nos números do site especializado Probabilidades no Futebol e também nas marcas das últimas cinco edições da competição e nas duas em que oito times avançaram para a segunda fase (em 2009 e 2010), pode-se afirmar que a vitória do Cruzeiro sobre o América por 1 a 0, no último domingo, no Estádio Mineirão, classificou o time do técnico Mano Menezes para o mata-mata.

Isso porque, num universo de sete edições (2009/ 2010 e 2013/2017), em apenas uma delas o nono colocado atingiu os 13 pontos. Isso aconteceu em 2016, quando o Tombense foi o oitavo colocado com essa marca, a mesma do Tupi, que terminou em nono.

“Realmente, a classificação às quartas de final não deve passar muito dos 13, 14 pontos, embora este campeonato carregue uma característica diferente em relação aos anteriores, pois o nono e o décimo colocados estarão brigando por algo até o fim, mesmo que não corram risco de rebaixamento”, explica Gilcione Nonato da Costa, responsável pelo Probabilidades no Futebol.

Vale destacar também que a briga pela liderança dificilmente deixará de se dar entre Cruzeiro, América e Atlético, pois já há 92% de probabilidade de isso acontecer. O primeiro lugar na fase de classificação garante o direito de disputar as quartas de final como mandante e, ainda, de jogar por dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols nas semifinais e na grande decisão.

EQUILÍBRIO

A mudança no regulamento incorpora uma novidade ao Campeonato Mineiro, que, de acordo com o especialista, dará às quartas de final uma probabilidade muito maior de surpresas em relação às semifinais ou até mesmo à final.

“Matematicamente, é muito mais fácil um time inferior tecnicamente levar a melhor sobre um adversário mais forte num jogo único, com pênaltis em caso de empate, mesmo que jogando fora de casa, do que num confronto em ida e volta. Na decisão em jogo único, a equipe em desvantagem não precisa fazer gol, por exemplo. Nas semifinais e na final, ela terá de fazer pelo menos um”, esclarece Gilcione.

Na briga contra o rebaixamento, 11 pontos aparecem como a marca segura para se evitar a queda. Mas, na no ano passado, com sete pontos, um clube não cairia. “Depende muito do desempenho dos dois últimos. Mas, faltando ainda mais da metade das 11 rodadas, é melhor apostar no aproveitamento de 33%”, conclui Gilcione.