Dez dos 14 jogos do Minas no turno da fase classificatória do Novo Basquete Brasil (NBB) já se foram e a equipe se encontra numa situação delicada. Não apenas ocupa a 12ª posição, a última que valeria vaga nas oitavas de final (três vitórias e seis derrotas), como não conta com seus principais pontuadores ao menos até meados de janeiro: os norte-americanos Drew Maynard e Scott Rodgers. O ala/pivô teve detectada em um exame físico de rotina uma arritmia cardíaca que exigiu um pequeno procedimento cirúrgico, enquanto o ala/armador sofreu uma contusão nos ligamentos da mão.

Como não há tempo para lamentar, a ordem é a superação hoje, fora de casa, diante de um adversário encardido. Os jogadores comandados pelo técnico Cristiano Grama encaram, às 20h, no Ginásio Panela de Pressão, o Bauru, quarto colocado (seis vitórias e três derrotas). Uma equipe, como reza o jargão do esporte, "cascuda", comandada por atletas bastante experientes.

Um dos principais, aliás – o ala/armador Alex Garcia, veterano da Seleção Brasileira, ex-Brasília e NBA, desfalca o time de um velho conhecido do torcedor minas-tenista: o hoje treinador Demétrius. Que conta, no entanto, com o experientíssimo armador Valtinho (ex-Uberlândia), seu colega de posição Gegê (ex-Flamengo) e os pivôs Rafael Hettsheimeir e Shilton (outro que passou pela equipe da Rua da Bahia).

Para o ala Pedro Macedo, a derrota em casa para o Mogi (104 a 84) mostrou um Minas precipitado nas tentativas de arremessos, o que deu ao rival a chance de aproveitar os contra-ataques e estabelecer a vantagem tranquila. "O problema começou com nossos ataques errados, perdemos bolas bobas e eles aproveitaram. Ganharam confiança e se sentiram confortáveis em quadra. Precisamos corrigir os erros, mesmo porque Bauru, apesar de desfalcado, é muito forte em casa. Têm muita torcida, estão bem preparados e fazendo bons jogos", define.

Na quinta

A partida de hoje, aliás, é a penúltima do time mineiro antes da pausa para as festas de fim de ano. Na quinta, será a vez de mais um desafio longe de casa, contra um adversário que não faz campanha digna de sua tradição: o Franca, no Ginásio Pedro Morilla Fuentes, o Pedrocão. Comandada pelo técnico Helinho, filho de Hélio Rubens Garcia, a equipe da capital brasileira do basquete vem, no entanto, de ótimo resultado: foi a primeira a bater o Universo Vitória em Salvador.