Dezessete anos, 1,92m de altura e um sonho grande como sua estatura. Goleiro do Cruzeiro e da Seleção Brasileira Sub-17, Gabriel Brazão deseja alcançar um importante objetivo em 2020: estar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão.

Um enorme incentivo foi o prêmio de melhor jogador da posição na Copa do Mundo da categoria, mesmo com o terceiro lugar do Brasil no torneio, disputado em outubro, na Índia. O camisa 1, porém, sabe que precisará trabalhar duro para agarrar a vaga.

“Todo mundo tem o sonho de jogar as Olimpíadas. Eu, particularmente, ficaria muito feliz com essa oportunidade. Sei que, para isso, tenho que trabalhar bastante no Cruzeiro e fazer por merecer novas convocações, agora para a Seleção Sub-20, até que eu possa ter a minha grande oportunidade”, diz Brazão em entrevista ao Hoje em Dia.

“Desde criança, o Fábio é meu ídolo. Gosto muito de assistir a vídeos de goleiros, e assisto às defesas dele. Me inspiro nele, no trabalho e na forma de ser do titular do Cruzeiro como pessoa. É um grande espelho para mim”

Titular do Brasil no Mundial, o cruzeirense sabe que não pode vacilar nesta próxima fase da carreira.

“Encerramos um ciclo de três anos e meio na categoria Sub-17, e agora entraremos em um novo momento, um novo desafio. Pretendo continuar esse ciclo de evolução, quero também a Seleção Brasileira Sub-20, fazer grandes jogos e continuar em franco desenvolvimento, pois meus concorrentes estão em um nível muito elevado também”, comenta, apontando os principais “oponentes” na função.

“Posso dizer que eles são concorrentes, mas somos muito amigos. O Lucão, do Vasco, é um grande goleiro. O Arthur, do São Paulo, também. Com certeza, eles estarão brilhando. Por isso, se eu quiser continuar como titular da Seleção de base, preciso trabalhar dobrado”, avalia.

Exemplo

Nos Jogos de Londres-2012, o goleiro titular do Brasil foi Gabriel, outro atleta revelado pelo Cruzeiro. Na Olimpíada de Tóquio, Brazão terá 20 anos, idade suficiente para sonhar ao menos, com o posto de goleiro reserva da Seleção.

Com o prêmio faturado na Índia, ele sai na frente dos demais concorrentes desta faixa etária e se inspira no ex-goleiro da Raposa (hoje no Cagliari-ITA) para realizar o sonho.

“Saio na frente, mas, ao mesmo tempo, se eu estagnar, achar que está tudo ótimo, os outros terão oportunidade e poderão me passar. Tenho que trabalhar tranquilo, como sempre faço, para seguir jogando em alto nível e me manter titular do Brasil”, analisa.

A receita para alcançar as convocações está na ponta da língua. “Minha base é a família. Tenho tranquilidade por todos estarem sempre comigo. Jogo por eles, e isso acaba me tornando um jogador mais seguro, mais forte para vencer todas as adversidades. Desde o Sub-14, trabalho forte e me aprimoro cada vez mais. O Cruzeiro me prepara bem”, conclui.