A diferença de apenas um ponto do líder Sebastian Vettel para o perseguidor Lewis Hamilton e o fato de que os três primeiros no campeonato estão separados por menos de 25 pontos (total conquistado com uma vitória) já seriam suficientes para agitar os bastidores em Hungaroring, palco da 11ª etapa do Mundial de Fórmula 1.

Mas antes da pausa de verão (europeu) de três semanas, o futuro próximo da categoria se tornou o assunto principal. A véspera do primeiro dia de treinos para o GP da Hungria trouxe uma certeza, uma polêmica e uma perspectiva.

Pela ordem, a Sauber confirmou oficialmente que a anunciada parceria com a Honda para contar com as unidades de potência japonesas em 2018 foi cancelada, “por questões estratégicas”. Não se sabe se foi um recuo do time suíço, atualmente parceiro da Ferrari, ou reflexo da insatisfação dos nipônicos com a saída de Monisha Kaltenborn do comando da escuderia.

O responsável pela polêmica foi o Halo, dispositivo de segurança escolhido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para proteger os pilotos a partir da próxima temporada.
Alguns deles – notadamente a dupla da Haas (Romain Grosjean e Kevin Magnussen) disseram que a adoção do arco em fibra de carbono acabaria por desnaturar os carros e tirar parte do apelo da categoria. A resposta, no entanto, veio com o peso dos quatro títulos mundiais de Vettel e os dois de Fernando Alonso.

Na coletiva habitual das quintas-feiras, os dois aplaudiram a decisão, lembrando inclusive que fatalidades poderiam ter sido evitadas caso o dispositivo já estivesse em uso. “É para nos proteger, e isso deve ser a preocupação mais importante”, lembrou o piloto da Ferrari.

A FIA confirmou ainda que as equipes poderão fazer mudanças aerodinâmicas no sistema para reduzir a resistência ao ar, o que pode atenuar o impacto visual da novidade. A ideia é permitir testes nos treinos livres de sexta-feira, assim como na sessão extra-oficial prevista para o circuito húngaro na semana que vem, reservados a pilotos-reserva.

Contrato
Vettel foi questionado sobre as especulações envolvendo seu futuro, o fato de que ainda não renovou seu contrato com a Ferrari e tem o nome cogitado para pilotar pela Mercedes. O alemão disse não ter pressa, mas sugeriu que a permanência no time de Maranello é o caminho mais concreto.

“Estamos no meio de uma disputa, é hora de nos concentrarmos no campeonato e não desviar a atenção do que realmente importa. A pausa é o momento de conversar, negociar, mas o que posso dizer é que, se as coisas continuarem bem, não haverá motivos para mudança”.