Os candidatos à presidência do Palmeiras, Paulo Nobre e Wlademir Pescarmona, têm poucas coisas em comum, mas em um assunto eles parecem falar a mesma língua. Ambos querem Rodrigo Caetano para ser o "homem-forte" do futebol e a missão de tirá-lo do Vasco não é complicada. O gerente tem contrato com o clube carioca até dezembro e não parece empolgado com a possibilidade de ficar no Rio.

Rodrigo Caetano não garante a sua continuidade no clube em 2015, mas assegura que seu foco é outro no momento. "Tenho vínculo com o Vasco que vai até a final da Série B. Meu foco e prioridade está no Vasco e fazer o time conseguir o acesso para a Série A. Qualquer outra coisa, não é o momento agora", explicou o dirigente, em entrevista exclusiva.

Pessoas ligadas aos dois dirigentes já entraram em contato com o Rodrigo Caetano, que ciente do momento político enfrentado pelo Palmeiras, faz questão de mandar um recado. "Eu não sou político. Meu cargo é técnico e não quero entrar nessa esfera política", avisou.

Uma coisa certa é que José Carlos Brunoro não vai continuar no clube no ano que vem por falta de interesse do dirigente e do clube. Paulo Nobre tem sofrido muita pressão para demiti-lo, mas vai esperar até o fim do ano, quando termina o contrato do diretor executivo.

Rodrigo Caetano é um ex-jogador que ganhou destaque como dirigente. Ele foi gerente de futebol do Grêmio de 2005 a 2009, quando foi para o Vasco pela primeira vez. Por lá, ficou até 2011 e se transferiu para o Fluminense, onde trabalhou até o ano passado. Neste ano, retornou ao Vasco.