Por muitos anos, o goleiro Rafael exerceu um papel coadjuvante no Cruzeiro. Devido ao reinado absoluto do ídolo Fábio, a revelação celeste sempre viveu à sombra do recordista de jogos pela Raposa. Atualmente, no entanto, essa história ganha contornos totalmente diferentes.

Desde que foi promovido da base para o grupo principal, em 2008, Rafael esperou por uma oportunidade. Ano a ano, o goleiro era utilizado quase sempre em partidas de menor importância. Em nove anos, foram apenas 38 jogos disputados, contando amistosos e torneios oficiais.

A partir do momento em que Fábio lesionou-se gravemente, no ano passado – operou o joelho direito –, o camisa 12 mostrou todo o seu potencial. Assim, colocou uma enorme interrogação na cabeça do técnico Mano Menezes.

Em apenas sete meses, entre agosto de 2016 e o presente, Rafael foi o titular em 37 partidas. Com mais um jogo, ele igualará o número que demorou quase uma década para atingir antes da lesão mais recente de Fábio.

Se comparados os dois períodos, a média de gols sofridos caiu de 1,02 para 0,78. “O Rafael tem sido decisivo em jogos parelhos. Se não me engano, a frase é de Vanderlei Luxemburgo: ‘o grande goleiro faz a defesa do jogo’. Ele faz a defesa da vitória e a que garante a diferença. O Rafael está se tornando esse grande goleiro”, avalia o técnico Mano Menezes.

Marca importante
Ao entrar no gramado do Mineirão para enfrentar o Tombense, neste domingo, às 16h, pela oitava rodada do Campeonato Mineiro, Rafael completará 76 jogos com a camisa estrelada. Tal feito colocará o “prata-da-casa” no ranking dos 20 goleiros que por mais vezes defenderam o clube.

“Venho trabalhando para ser reconhecido, para que a torcida goste, a diretoria goste, e o comandante, o chefe, também fique satisfeito. Fico feliz por isso. A minha obrigação é essa dentro de campo, deixar o chefe feliz”, comentou o atual titular cruzeirense.

Sem qualquer indício de quem será o titular após o retorno de Fábio – o capitão já trabalha a parte física para voltar aos gramados –, Rafael defende o corporativismo e apoio entre os atletas que disputam a tão sonhada vaga no time.

“Falam muito disso da disputa, de quem vai jogar. Mas não tem disputa. A gente faz parte do mesmo time. Estamos do mesmo lado, não somos rivais, somos companheiros que fazem o mesmo trabalho”, frisou Rafael.

Editoria de arte

Arte Rafael


* Colaborou Frederico Ribeiro