A receita que levou o Cruzeiro ao sucesso nas temporadas 2013 e 2014 com o bicampeonato Brasileiro, ao que parece, ganha um “remake”. Desde o ano passado a união dos atletas tem sido um indicativo de força, o que colaborou para que o clube, mesmo não sendo apontado como favorito e com deficiências técnicas no plantel, chegasse ao título da Copa do Brasil.

E se em 2017 a união do grupo já era um indicativo de pujança, na atual temporada esse fator, somado à contratação de grandes reforços, dá aos jogadores, comissão técnica e torcedores, uma expectativa de que 2018 será um “grande ano.” Principalmente pelas competições que os atletas terão pela frente. Além do Campeonato Mineiro, já em andamento, o calendário reserva à Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. 

Desde o ano passado alguns jogadores mostraram muita afinidade, marcando viagens juntos, curtindo os momentos de concentração em grupos. Na pré-temporada de 2018 esse fato ficou evidente. Principalmente pelas brincadeiras e “zoações” nos campeonatos de Fifa no vídeogame.

No Carnaval deste ano, novamente uma demonstração de parceria de alguns dos principais atletas do elenco.

O meia Thiago Neves, o lateral-esquerdo Egídio, os zagueiros Dedé e Digão; os volantes Mancuello e Henrique;  e o goleiro Rafael estiveram juntos em camarotes na cidade de Salvador, conhecida por ter uma das maiores folias carnavalescas do planeta.

Os jogadores, acompanhados de suas esposas, demonstraram bastante afinidade. Até aqueles que acabaram de chegar, caso de Mancuello e Egídio. Esse último retornando ao clube, já que foi um dos jogadores que também fez parte daquele time bicampeão nacional.

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“A união que eles (jogadores) têm. É uma família. No primeiro dia da concentração ficaram todos juntos após o jantar. Isso mostra que a força do grupo fará a diferença nos momentos difíceis, que com a temporada tão grande com certeza virão. Mas, com essa força, vamos superá-los”, dizia Mancuello logo em sua chegada ao Cruzeiro.

O que deixa ainda mais evidente a força do conjunto do Cruzeiro e essa união, além do rendimento técnico, é a forma como o grupo comemorou o primeiro gol do atacante Fred na temporada. Em Ipatinga, assim que o camisa 9 balançou as redes pela primeira vez ao retornar ao clube, foi abraçado por todos os jogadores. Até quem estava no banco de reservas correu para cumprimentar o centroavante. 

Parceria

Dentro e fora de campo o entrosamento dos jogadores tem sido fundamental para o desenvolvimento técnico da equipe. Antes e após os treinos o clima na Toca da Raposa II tem sido bem descontraído. Se durante os trabalhos há muita seriedade, nos momentos de folga predomina a descontração.

Na pré-temporada desde ano, por exemplo, foram vários os momentos de zoeira nos “campeonatinhos de Fifa”. Thiago Neves virou múmia, Raniel virou “pato”, Judivan virou “coruja”, Fred foi “bebê”. O que mostra como o grupo está “fechado”.

Clima parecido ao que foi constituído em 2013 e 2014. Entretanto, naquela época o grupo dos religiosos ganhava destaque. Nas comemorações de gols os atletas se agachavam no chão e, com as mãos para o alto, louvavam à Deus.

Em 2017 e 2018 a religião – que não deixou de ser forte no elenco -, deu espaço para a descontração. Por isso regularmente durante o período de folga os atletas viajam juntos e publicam fotos, principalmente, no Instagram.