Derrotada pela Bulgária por 3 sets a 1 no fechamento da segunda semana de disputas da Liga Mundial, no último domingo, na casa da rival, em Varna, a seleção brasileira masculina irá reencontrar o adversário já nesta sexta-feira, às 18h10 (de Brasília), no ginásio Orfeo Superdomo, em Córdoba, na Argentina, no início de sua terceira série de três jogos em três dias consecutivos pela competição.

Ao projetar o confronto nesta quinta, o técnico Renan Dal Zotto negou que tenha se criado um clima de rivalidade contra os búlgaros, que lutam por afirmação como força emergente no vôlei masculino e agora buscam novo triunfo sobre os brasileiros.

O treinador admitiu que a Bulgária já começa a incomodar as principais potências da modalidade, entre elas o próprio Brasil, que acaba de se sagrar tricampeão olímpico, mas preferiu falar do time nacional neste seu início de trabalho como técnico que tem a dura missão de substituir o supervitorioso Bernardinho, agora aposentado da seleção após levar o ouro nos Jogos do Rio-2016.

"Nós jogamos as duas primeiras etapas (da Liga Mundial) na Europa, fizemos bons jogos e tenho certeza de que agora a tendência é melhorar cada vez mais o desempenho da nossa seleção. É sempre um momento muito importante poder jogar na América do Sul, principalmente porque sabemos que o voleibol é muito importante tanto no Brasil, como na Argentina", afirmou Renan, em declarações divulgadas pelo site oficial da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

O treinador também comemorou o fato de que a partir desta semana o Brasil passou a contar com os reforços dos experientes Raphael, Wallace e Lipe, que ficaram fora dos seis primeiros duelos do Brasil nesta Liga Mundial.

"Estamos muito contentes de ver nossa equipe completa pela primeira vez nessa Liga Mundial. Temos certeza de que será uma semana muito equilibrada, com quatro grandes equipes", afirmou o comandante, que chegou à Argentina com o Brasil acumulando quatro vitórias e duas derrotas em seis partidas.

Reforço do Brasil, o levantador Raphael é considerado uma arma importante para este jogo contra a Bulgária pelo fato de que atuou por quatro anos no vôlei italiano ao lado do oposto Sokolov, principal jogador búlgaro.

"A Bulgária tem um time muito competitivo, forte, que tem uma boa mescla de jogadores experientes com alguns jovens que estão querendo buscar seu espaço no cenário do voleibol mundial. Eles têm uma força muito grande, que é o Sokolov, que eu conheço muito bem particularmente, e o time se apoia muito na força dele", ressaltou Raphael, que ao mesmo tempo alertou: "É ele quem desafoga o time nos momentos difíceis, mas todo o grupo é forte. Além disso, é uma seleção que está crescendo muito ao longo da competição".

Após pegar a Bulgária, o Brasil irá encarar a Argentina no sábado e a Sérvia no domingo em seus últimos jogos antes da fase final da competição, na qual o time nacional já está garantido como país-sede da disputa que ocorrerá na Arena da Baixada, em Curitiba, entre os dias 4 e 8 de julho.

Maior campeão da Liga Mundial, com nove títulos, o Brasil almeja uma histórica décima conquista neste ano, quando também espera encerrar um jejum de taças da competição que dura desde 2010, sendo que de lá para cá amargou vice-campeonatos em 2011, 2013, 2014 e 2016.