Duas medalhas de ouro nas três últimas edições dos Jogos Olímpicos e 11 títulos do Grand Prix fazem, do vôlei feminino brasileiro, uma potência em qualquer circunstância. No começo de trabalho no ciclo que levará à Olimpíada de Tóquio, no entanto, os resultados ganham um aspecto secundário.

Amanhã, a renovada equipe de Zé Roberto Guimarães estreia no Torneio de Montreux – está no Grupo B, ao lado de Polônia, Alemanha e Tailândia. Escolas diferentes que prometem ser um bom teste para as meninas, que venceram os dois amistosos de preparação contra a República Dominicana, em Manaus e Belém.

“Ainda temos que melhorar muito, seja em termos de entrosamento, seja na relação entre bloqueio e defesa”, destaca o treinador que, na Suíça, ainda não conta com a ponteira mineira Gabi, que se recupera de contusão (as minas-tenistas Rosamaria, Mara, Léia e Naiane integram o grupo).

Resultados positivos na primeira fase e a classificação às semifinais teriam como aspecto positivo dar confiança à renovada Seleção que, depois da eliminação no Rio-2016, perdeu Sheilla, Fabiana, Dani Lins, Fernanda Garay e Thaísa (as duas primeira chegaram a anunciar uma aposentadoria da equipe nacional, mas admitem rever a decisão; a terceira pretende engravidar, a quarta pediu dispensa e a central se recupera de cirurgia).
No Grupo A estão justamente as algozes das brasileiras em casa, as chinesas, que levariam o ouro, e a Holanda, além de Suíça e Argentina. O título será definido domingo.

Masculino
Já a Seleção Masculina se recuperou bem da derrota para a Polônia, no primeiro jogo pela Liga Mundial, e terminou a primeira fase com vitórias sobre o Irã, por 3 a 1 (21/25, 25/19, 25/22 e 25/22) e ontem sobre a Itália, dona da casa, em Pesaro: 3 a 1 (25/15, 17/25, 25/23 e 25/22).

Mais uma vez o oposto Evandro, do Sada Cruzeiro, foi o principal pontuador. Em seu primeiro desafio no comando do time campeão olímpico, no lugar de Bernardinho, Renan dal Zotto elogiou acima de tudo o empenho do grupo, mas lembrou que é apenas o começo de um trabalho e que ainda há muito a evoluir. “Quando vencemos, saímos satisfeitos, claro, mas é preciso analisar tecnicamente. Sabemos que ainda temos uma longa estrada”. A partir de sexta, o Brasil volta à quadra em Varna (Bulgária), contra Polônia, Canadá e os donos da casa.